Notícias

20/12/2016Fase

Assembleia Legislativa do Pará cencede título ao educador popular Jean Pierre Leroy

Matheus Otterloo, amigo e companheiro de trabalho do homenageado, recebeu a outorga de ‘Honra ao Mérito Post Morten’. Jean Pierre Leroy, que integrava o Grupo Nacional de Assessoria (GNA) da FASE, faleceu no último dia 10 de novembro


matheus-recebe-homenagem-a-jena-pierre
Matheus Otterloo, amigo e companheiro de trabalho do homenageado. (Foto: PC Carvalho/Alepa)

Em Sessão Solene ocorrida nesta segunda-feira (19), a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) fez a entrega de Outorgas de Títulos Honoríficos¹ a cidadãos que realizaram relevantes serviços à sociedade. Entre os homenageados constava o nome de Jean Pierre Leroy, que integrava o Grupo Nacional de Assessoria (GNA) da FASE. A Outorga de ‘Honra ao Mérito Post Morten’ foi indicada pelo deputado estadual Airton Faleiro (PT), que fez a entrega do título a Matheus Otterloo, amigo e companheiro de trabalho do homenageado.

Falecido no último dia 10 de novembro, o francês Jean Pierre fez história no Brasil por meio de sua brava atuação pela garantia dos Direitos Humanos e na luta por Justiça Ambiental. O Pará foi um dos estados em que ele desempenhou seu trabalho militante, chegando a atuar na periferia de Belém e depois em Santarém, onde integrou a equipe de educadores da FASE.  Nos tempos de ocupação da Transamazônica, acompanhou todo o processo de transformação socioambiental que passou a gerar muitos conflitos agrários na região. Filósofo por formação, deixou dezenas de publicações como herança teórica aos movimentos sociais, as mais recentes dão conta da reflexão e da luta pela garantia dos Bens Comuns.

“Eu considero uma prova da consistência do trabalho que Jean Pierre fez na área da Transamazônica, praticamente uma área que vai desde Santarém entrando em Altamira na questão de Porto de Moz, Gurupá etc. Assumiu um importante trabalho lá como assessor do movimento e quando que ele estava saindo da função de ser o diretor executivo da FASE no Rio de Janeiro, se incorporou na representação dos Direitos Humanos e examinou essa questão na área de Porto de Moz, denunciando os conflitos de terra”, avalia Matheus, que é coordenador do Fundo Dema.

[1] Nota publicada originalmente no site do Fundo Dema.

Enviando sua mensagem