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08/09/2016Bahia

Feira agroecológica reúne mulheres na Bahia

Mais de 300 mulheres do Baixo Sul da Bahia participaram da V Feira Agroecológica das Mulheres contra a Violência. A programação incluiu ainda a realização de feira de artesanato, sementes e mudas, atrações culturais, oficinas e muita troca de saberes e sabores


DSCN3461Na última sexta-feira (2), mais de 300 mulheres do Baixo Sul da Bahia se reuniram na V Feira Agroecológica das Mulheres contra a Violência. O evento aconteceu na Praça do Fórum, em Camamu. A iniciativa, realizada pela Articulação de Mulheres do Baixo Sul, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Camamu (STTR), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop) e Koinonia, contou com uma grande diversidade de alimentos produzidos de forma saudável. A programação incluiu ainda a realização de feira de artesanato, sementes e mudas, atrações culturais, oficinas e muita troca de saberes e sabores.

Ao todo, mulheres (agricultoras, assentadas, quilombolas, marisqueiras, pescadoras, de comunidades e povos de terreiro) de 14 municípios participaram das atividades. O programa da FASE na Bahia levou uma caravana com 22 mulheres. “Esta feira é um espaço onde reunimos mulheres de todo o território com diversos objetivos: ato político, resistência, troca de sabor e sabres, comercialização de produtos da agricultura familiar, entre outros”, explicou Rosélia Batista, educadora do programa. A Coopeípe (Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Economia Solidária e Sustentável dos Municípios de Mutuípe e Vale do Jiquiriçá) participou com os produtos da “Afagos da Terra”.

DSCN3418Rosemary dos Santos Reis, do município de Moenda e integrante do Mosarfe (Mulheres Organizadas Lutando em Prol de Sustentabilidade e Autonomia Financeira), disse que para ela a feira é importante para as mulheres porque é um espaço onde elas trocam experiências, expõe seus produtos e tiraram duvidas. “Pena que é só uma vez por ano. Se fosse a cada seis meses, seria bem melhor”, sugere.

Ela ainda ressalta que o evento é importante para as mulheres que tem dificuldade de se expressar. “Durante a feira, elas ficam mais à vontade porque elas veem que todas são tratadas de igual pra igual. Ninguém é melhor do que ninguém e até os técnicos e educadores são iguais. Não vejo a hora desse ano passar voando pra chegar novamente a data do próximo evento”, comemora.

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