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07/10/2016Direito à cidade

Nota de Solidariedade aos moradores removidos da Favela da Skol, militantes do MTST e comunicadores

Para a FASE, a naturalização destes conflitos urbanos e a estigmatização dos moradores de ocupações são inaceitáveis. Repudiamos toda e qualquer violação de direitos humanos que é levada a cabo pela polícia para defender interesses privados


Foto Renato Moura / Voz das Comunidades
Protesto dos moradores da favela da Skol. Foto Renato Moura / Voz das Comunidades

No último sábado (1), a Polícia Militar do Rio de Janeiro realizou a desocupação “Favela da Skol” com truculência e abuso de poder. Localizada no Morro do Alemão, na Zona Norte da cidade, a ocupação existe desde 2009 e chegou a abrigar mais de 500 famílias que lutam pelo Direito à Moradia e reivindicam o direito de serem reassentadas em unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida. O Governo do Estado, apesar de já ter sido intimado pela Defensoria Pública à solucionar a situação, cortou o “aluguel social” que essas famílias recebiam e as removeu com violência do prédio da antiga Fábrica da Skol.

A violência, intolerância e as agressões são recorrentes em ações da polícia do Rio de Janeiro. Além da violação ao direito à moradia, esses mesmos policiais violaram o direito à liberdade de expressão quando proibiram a cobertura do jornal comunitário local Voz das Comunidades e prenderam dois comunicadores da região. A naturalização destes conflitos urbanos e a estigmatização dos moradores de ocupações são inaceitáveis. Em sua maior parte são famílias de negros e mulheres que sobrevivem em condições precárias de moradia e que nunca tiveram seus direitos assegurados. Repudiamos toda e qualquer violação de direitos humanos que é levada a cabo pela polícia para defender interesses privados! 

Expressamos nossa solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pelo Direito à Cidade e à Moradia Digna, especialmente aqueles que foram atingidos pelos disparos de balas de borracha utilizados pela política na ação de desocupação, militantes do MTST, duramente criminalizados e reprimidos pelo Estado.

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