Revista Proposta


Edição 90, novembro / 2001

Esta edição busca contribuir para a análise das novas formas de protagonismo social que se desenvolviam no país, onde inúmeros grupos de jovens, negros, mulheres, moradores de favelas e periferias das grandes cidades, entre outras, se associavam cada vez mais a diversos movimentos e organizações. Nos artigos poderemos encontrar uma análise desta realidade chamada de nova geração de Organizações Não Governamentais (ONGs); como o segmento de jovens “em situação de risco social” tomou-se, no Rio de Janeiro, um dos principais focos de intervenção de políticas estatais e de atenção de ONGs e movimentos sociais e, a partir de uma análise do movimento Hip Hop, como os jovens urbanos de diferentes classes sociais se juntam através da cultura.

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Edição 88, agosto / 2001

Esta edição reúne os números 88 e 89 da Revista Proposta. Nos artigos, temos uma discussão clássica entre excedente e mercadorias no capitalismo contemporâneo; a importância do cooperativismo, bem como busca de alternativas de trabalho e renda junto aos setores populares; um quadro da prática das políticas tributárias como ampliação da lógica da desigualdade que, de maneira invertida, penaliza e discrimina negativamente a população de baixa renda; cenário brasileiro na leitura cruzada das relações entre o Índice de Desenvolvimento Humano de gênero e questão étnico/racial e a situação da mulher latino-americana.

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Edição 87, fevereiro / 2001

Nesta edição, os artigos analisam como as opções de política econômica do governo Fernando Henrique (PSDB) selaram nosso destino em termos de inserção externa e em regimes de integração e comércio como o Mercosul, a ALCA e a OMC; uma análise sobre as múltiplas funções da agricultura e como as regras do comércio internacional incidem sobre a segurança alimentar; como as mulheres estão construindo uma abordagem de gênero no debate sobre o comércio internacional, além de um caderno especial que discute os impactos ambientais da ALCA.

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Edição 84, agosto / 2000

‘Desigualdades de Gênero’ é o tema desta edição. Um amplo painel sobre a discussão teórica e política a respeito do significado da categoria gênero é apresentado, além de trazer a temática a partir da prática dos movimentos sociais, da experiência das redes e articulações nacionais e internacionais. Este tema é abordado pela a partir da construção de orçamentos participativo, da vida de mulheres pescadoras, de experiências em periferias urbanas, da ocupação de espaços de poder por mulheres, dentre outros. O tema da ciência, especialmente ao abordar a questão dos estudos genéticos e da Bioética, é abordado em uma perspectiva feminista e anti-racista.

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Edição 83, fevereiro / 2002

Resgatando nossa tradição de abordarmos os temas da educação, esta edição coloca em relevo a relação entre a educação e a emergência de novas práticas de atores sociais, como os jovens em situação de exclusão e os trabalhadores sem-terra. Nos espaços urbanos e no territórios rurais surgem experimentos formais e informais centrados em conflitos sociais e demandas por direitos de populações que buscam afirmar, de forma organizada, sua cidadania e suas demandas culturais e educativas, representando novas formas de construção de identidade coletiva e produção de saber com acesso ao conhecimento.

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Edição 80, maio / 1999

Esta edição busca contribuir para o aprofundamento do debate sobre os rumos do país, trazendo contribuições variadas em termos de perspectivas políticas, mas que têm em comum a preocupação com o quadro mais amplo da realidade nacional e da formulação de políticas de desenvolvimento de longo prazo. Nos artigos dessa edição, conhecemos o exercício de desenho de cenários para 2020 que setores do próprio governo federal vinham realizando; análise da conjuntura política; dimensões estratégicas do que vinha acontecendo no Brasil; balanço social do primeiro governo FHC; proposta de alternativas e uma entrevista abordando as transformações no mundo do trabalho e o papel dos sindicatos em relação à reforma da legislação trabalhista.

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Edição 79, fevereiro / 1999

Esta edição traz as perspectivas sobre a globalização, seus efeitos e possibilidades para a ação cidadã, com abordagens que combinam contribuições teórico-analíticas com experiências de organização da sociedade civil para fazer face aos seus impactos. Reconhecendo que o fenômeno da globalização tem como um de seus eixos centrais a dinâmica de total desregulação econômico-financeira, trazemos um artigo que analisa os fundamentos e impactos potenciais do Acordo Multilateral de Investimentos, e uma entrevista que oferece ao leitor uma análise da conjuntura nacional frente aos condicionamentos da política macroeconômica do governo e do FMI. O conjunto de contribuições aqui publicadas traz em comum a avaliação de que o fenômeno de globalização em curso é objeto de intensas disputas e resistências, e que tudo indica que o que se passa nos planos nacionais é, e continuará sendo, o centro das transformações políticas.

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Edição 78, novembro / 1998

Nesta edição, seguimos tratando da questão do Desenvolvimento Local e Sustentável.

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Edição 77, agosto / 1998

Esta edição explora a temática do Desenvolvimento Local Sustentável, buscando levantar questões, analisar exemplos bem sucedidos e discutir possíveis desdobramentos. Os autores discutem diversas temáticas como: a experiência da chamada Terceira Itália e em que medida esta prefiguraria novos parâmetros de desenvolvimento; a importância da implantação da Agenda XXI em nível local; os indicadores de desenvolvimento; a experiência dos Prezeis (Plano de Regulamentação das Zonas de Interesse Social) de Recife; discussão de como os assentamentos de trabalhadores rurais têm sido um fator impulsionador de desenvolvimento local.

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Edição 76, maio / 1998

Com o tema “Raça e Cultura” esta edição faz um mergulho na história de nossa escravidão a partir de perspectivas abertas pela moderna historiografia brasileira; a história do movimento negro dos últimos cinquenta anos; uma discussão a cerca dos fundamentos de uma política de ação afirmativa em relação às tradicionais políticas de corte universalista; os dilemas do processo de modernização nos novos países africanos, com foco para Moçambique; racismo, exclusão e modernidade e sua íntima relação com a formação nacional brasileira; a questão da mulher negra; as novas identidades em gestação numa renovação dos movimentos sociais, tradicionalmente ancorados no mundo do trabalho e a questão de raça e gênero na temática ambiental.

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Edição 75, fevereiro / 1998

Esta edição traz um artigo que, a partir da parceria entre a FASE e o PACS (Políticas Alternativas para o Cone Sul), trata a temática de emprego e renda discutindo a ideia de uma plataforma de economia popular e solidária, trazendo questões relativas às transformações financeiras, tecnológicas e gerenciais em curso na economia, da globalização e das novas faces do desenvolvimento econômico tendo como perspectiva as alternativas que se constroem de geração de trabalho e renda. Mais do que um rótulo, esta ideia visa indicar as potencialidades presentes nas iniciativas populares em termos de cooperativismo e de associativismo. Há indicações que estas iniciativas, mais que atos defensivos, possam estar gerando um campo que transcende o aspecto meramente produtivo e configura uma nova alternativa social do campo popular e democrático.

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Edição 74, novembro / 1997

Esta edição visa contribuir para a reflexão sobre a gestação de uma plataforma de economia solidária, tratando de questões relativas às transformações financeiras, tecnológicas e gerenciais em curso na economia, da globalização e das novas faces do desenvolvimento econômico, tendo como perspectiva as alternativas que se constroem de geração de trabalho e renda. Os artigos trazem análises das transformações econômicas e sociais; a disputa política e as iniciativas que se dão em torno do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador); uma experiência exitosa dos trabalhadores da Fábrica de Parafusos Águia; as perspectivas eventualmente distintas o que pode, o que se deve e o que se tem feito a respeito do mundo do trabalho atualmente e a questão da educação diante das transformações globalizantes.

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Edição 72, maio / 1997

Esta edição procura oferecer ao leitor um quadro de análises, opiniões e entrevistas que segue o rastro da parceria exitosa da Revista Proposta de número 63 sobre Trabalho e Renda, trazendo como temas o mercado de trabalho, particularizando as questões do trabalho feminino e da qualificação profissional num contexto de transição de paradigma empresarial e técnico-produtivo; as questões de capacitação, que se entrelaçam com problemas culturais de difusão e resposta aos desafios do caráter desigual da distribuição do potencial inovador das relações sociais de produção e das tecnologias de processo e produto em mercados segmentados pelo nosso desenvolvimento historicamente desigual. Chamamos atenção também para a presença de assuntos ligados à economia popular e às formas de solidariedade social entre os excluídos na construção de alternativas.

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Edição 71, fevereiro / 1997

Nesta edição, o legado de décadas de um Brasil desenvolvimentista é apresentado por Liszt Vieira e Maria Emília Melo ao radiografarem “A Fome no Brasil”. As perspectivas futuras para um desenvolvimento sustentável ou ecodesenvolvimento são tratadas por Philippe Pomier Layargues, que discute as diferenças entre estes dois conceitos. A noção de sustentabilidade é problematizada por Henri Acselrad através da crítica aos conceitos de eficácia, escala, equidade, auto-suficiência e ética e de sua relação com a afirmação da democracia. Numa perspectiva mais próxima das experiências particulares em curso atualmente, Thomas Fatheuer discute a possibilidade de uma “Alemanha Sustentável”. Jean-Pierre Leroy apresenta uma reflexão sobre as dinâmicas locais e regionais como espaços de criação e experimentação na busca do desenvolvimento sustentável. Maria Emília Lisboa Pacheco discute, na perspectiva de gênero, o sistema de pequena produção na agricultura familiar como uma alternativa para a construção de um novo modelo de desenvolvimento. Raimunda Monteiro aborda o mesmo tema da agricultura familiar com sua componente ambiental na região transamazônica. Finalmente, em entrevista, José Eduardo de Campos Siqueira, secretário Municipal do Meio Ambiente da cidade de Santos, relata a experiência de uma administração municipal que buscou enfrentar os problemas ambientais numa perspectiva de participação popular.

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Edição 70, setembro / 1996

Neste segundo número com o tema “Cenários do século XXI”, continuaremos tratando do quadro que se abre em termos de perspectivas de desenvolvimento econômico, social, político e cultural sobre um final de milênio curto de utopias e anunciador de incertezas, abordando os caminhos e as perspectivas de progresso e desenvolvimento no Brasil; uma contextualização da temática do desenvolvimento e da dependência; problematização dos pontos da reestruturação e globalização econômicas tendo em vista as diferentes culturas e conquistas realizadas pelos trabalhadores em seus distintos espaços nacionais; o problema da violência insidiosa que recobre os projetos econômicos e sociais; um balanço do que foi até agora a experiência de construção da União Européia, seus impasses e possíveis desenvolvimentos; novos espaços e iniciativas da sociedade civil para a construção de uma cidadania mais plena que vá além do mercado e do Estado; uma entrevista sobre o papel das ONGs, especialmente da FASE, e as possibilidades de desenvolvimento de novos paradigmas para a cooperação internacional e em artigo a perspectiva de gênero, as conquistas já realizadas pelas últimas décadas de fortes movimentos de mulheres.

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Edição 69, junho / 1996

Esta edição abre a discussão sobre as eleições de 1996 trazendo uma agenda temática que possibilite a realização de debates que ultrapassem a mera questão da capacidade dos candidatos de realizar um “bom governo” posta pelos meios de comunicação. O conjunto de artigos aqui reunidos tem um sentido comum: defender a necessidade de discutir os modos, os sentidos, os modelos e as ideologias presentes nas eleições de maneira velada, colocam em debate a própria agenda do “bom governo”. Com isto, afirmam que a política continua viva se constitui em uma dinâmica de conflito, que opõe a busca pela reprodução da dominação à transformação das atuais relações de poder. Neste sentido, a Revista aborda três temáticas: o significado e a importância das eleições municipais do ano de 1996, a discussão em tomo da proposta de renda minima aplicada aos municípios brasileiros e a avaliação de algumas experiências de políticas municipais.

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Edição 68, março / 1996

Nesta edição, consideramos alguns temas chaves que se conectam as transformações que colocaram abaixo a grande maioria das formas e de políticas que hegemonizaram os modelos de desenvolvimento no pós-45. Iniciamos tentando captar o sentido sempre renovado da limitação estratégica presente na matriz de desenvolvimento do capitalismo tardio e periférico no Brasil. Aqui são trazidos artigos que tentam compreender o fenômeno político da crise do Estado e as dificuldades de construção da representação nas condições de crise de legitimidade e de precariedade das formas e instituições políticas entre nós. As políticas públicas de educação e o lema das transformações e desregulamentação do trabalho são tratados de maneira mais propositiva, assim como ampliamos o ângulo de análise através dos temas da solidariedade individual e coletiva como base ético-normativa para a construção de uma esfera de mundo compartilhado.

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Edição 67, dezembro / 1995

Esta edição é a síntese de um projeto de estudo sobre os movimentos populares urbanos, e foi desenvolvido em cinco capitais – São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Belém- através do levantamento de quatro projetos de articulação nacional de movimentos populares urbanos desencadeados nos últimos anos: o movimento de moradia, a Articulação Nacional de Movimentos Populares, o Fórum Nacional de Reforma Urbana e a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Os textos aqui apresentados têm como meta sensibilizar e promover uma produção coletiva de conhecimento como parte da busca de soluções aos problemas enfrentados pelos movimentos populares urbanos. Em suas contribuições analíticas procuram trazer elementos para uma compreensão das fraquezas e potencialidades de cada um destes projetos.

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Edição 66, setembro / 1995

Esta edição é resultado de uma parceria entra a FASE e a Oficina de Ensino e Pesquisa em Ciências Sociais da UERJ e traz artigos e entrevistas que discutem as transformações materiais e simbólicas por que vem passando a sociedade brasileira. Frequentemente tomando o Rio de Janeiro como metáfora da Nação, procura analisar os processos de reestruturação, globalização e seus efeitos em termos de exclusão, fragmentação e apartação social, e examinar as representações e práticas que expressam e constituem os processos de desigualdade, discriminação e criminalização nas metrópoles brasileiras. A análise do medo e do mal-estar decorrentes da banalização da violência e da desvalorização da vida é outro ponto destacado que se articula à reflexão sobre a crise de identidade de indivíduos e grupos sociais e a desconstrução dos padrões tradicionais de sociabilidade.

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Edição 65, junho / 1995

Esta edição apresenta o histórico, o sentido e o nexo das conferências dos Projetos Estratégicos Alternativos para o Brasil e o papel da sua Agenda Preliminar que aqui editamos na íntegra.

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