Revista Proposta


Edição 64, março / 1995

A edição “Globalizar ou integrar?” aborda, desde ângulos diferentes, questões referentes ao padrão de articulação das relações internacionais e do desenvolvimento com a produção e o aprofundamento de dualismos. Demonstra que a crítica à apartação social, tanto nos países centrais quanto nas periferias e todos os continentes, é a manifestação mais patente do fracasso social da ideologia e da prática do neoliberalismo. Abordando temáticas especificas como a revisão social da Cúpula Social em Copenhague ou a dos direitos dos trabalhadores no processo de integração regional do Cone Sul, traz indicações de possíveis perspectivas e visões para a construção de alternativas de desenvolvimento para disputar a orientação dos processos de internacionalização que, na sua forma tecnológica, empresarial, financeira e mesmo cultural, se denomina globalização.

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Edição 63, dezembro / 1994

Esta edição foi organizada em conjunto com a Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET), entidade de congrega profissionais de diferentes formações interessados na temática do trabalho. O objetivo desta edição é discutir os temas Pobreza, Trabalho e Renda em artigos divididos em quatro blocos, onde o primeiro trata da questão da pobreza, suas diferentes definições e a metodologia utilizada no Mapa da Fome do IPEA. O segundo trata do mercado de trabalho através de uma avaliação da questão do desemprego nos países ricos e suas implicações para o Brasil, da relação do setor formal da economia com o informal e da evolução da produtividade industrial. O terceiro analisa o mercado de trabalho do ponto de vista da reação sindical na área urbana e o quarto e último bloco traz algumas propostas e experiências de organizações não-governamentais, apresentando a experiência de um grupo de mulheres em Manaus e uma metodologia para capacitação de empreendedores difundida pelo Centro CAPE de Minas Gerais.

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Edição 62, setembro / 1994

Os artigos reunidos nesta edição tratam de um dos principais aspectos da crise brasileira na atualidade: a crise urbana. Os resultados do Censo mostram que somos hoje um país essencialmente urbano, pois mais de 70% da população é moradora de cidades. O conjunto das áreas periféricas das metrópoles brasileiras concentram hoje maior quantidade de pobres e miseráveis que a zona rural. Por outro lado, a urbanização brasileira deixou de representar o papel de integrador social no mercado de trabalho, nas relações de sociabilidade ou na cultura moderna e tomou-se um processo de consolidação da exclusão social e da afirmação de identidades fragmentadas. A noção de apartheid social descreve as novas tendências da estrutura social urbana.

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Edição 58, setembro / 1993

Esta edição traz como tema a “Democratização dos meios de comunicação”. O lento e gradual processo de democratização da sociedade brasileira alcança hoje o campo da comunicação. A importância deste processo é a possibilidade de resgatar, na população, a credibilidade do conceito de cidadania, desgastado num país onde o trato da coisa pública se esconde na ausência de transparência, reforçando a cultura da impunidade. O conjunto de questões, limites e desafios colocados para a conquista de uma comunicação democrática, está aqui retratado na análise de diversas experiências de rádio, TV e impressos.

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Edição 57, julho / 1993

Esta edição é exclusivamente dedicada à revisão constitucional que entrou em debate no ano de 1993. Era preciso discutir o significado da Constituição e os conflitos de interesses, opiniões e projetos políticos sobre seus diversos dispositivos. Estava em disputa o sentido da revisão constitucional. Diversos grupos de pressão, especialmente os setores do empresariado identificados com o neoliberalismo, se articulavam com a finalidade de modificar, total ou parcialmente, o texto constitucional. Mas as forças democráticas e, sobretudo, os movimentos sociais estavam, em sua maioria, ausentes deste embate. E, sendo contra ou favor, os movimentos sociais não podem deixar que o debate e o sentido da revisão sejam monopolizados pelas elites conservadoras e as classes dominantes. Esta edição pretende estimular este debate entre os atores democráticos e populares e subsidiar os movimentos sociais na elaboração de uma estratégia de intervenção sobre as esferas cultural e institucional da sociedade brasileira.

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Edição 50, setembro / 1991

Criada em 1983, sob o influxo da poderosa mobilização dos trabalhadores que contribuiu para pôr fim às regras autoritárias do regime militar, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza em setembro de 1991 o seu IV Congresso. A capacidade de mobilização e o seu forte espírito de autonomia, que chamaram a atenção de sindicalistas de várias partes do mundo, recebe atenção desta edição da Proposta. Esta edição contribui para esse grande debate discutindo, dentre outros temas, as relações entre a organização de base; e a reestruturação industrial no Brasil, com destaque para a introdução de novas tecnologias e novos processos de trabalho.

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Edição 47, novembro / 1990

A questão da participação popular e das formas alternativas de organização da população urbana suscita uma reflexão específica no que se refere à educação popular. A experiência concreta de participação popular em um projeto econômico encaminhado pelo próprio movimento organizado traz no seu bojo importantes questões referentes à problemática urbana, como pode mostrar esta edição de proposta. Também são temas: a questão da moradia e do saneamento básico; a ampliação dos direitos sociais e o exercício pleno da cidadania; a participação popular e a sua capacitação para o desenvolvimento autônomo de projetos econômicos; a questão organizativa, a solidariedade e a experiência de mutirões.

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Edição 46, agosto / 1990

Esta edição aponta que o tema das barragens colocou no palco da história brasileira atores que, lutando contra a expropriação da terra, trazem à tona novos elementos para que a sociedade amplie a sua compreensão sobre o campo. Populações atingidas por barragens trouxeram no processo de construção de suas identidades questionamentos do modelo autoritário de planejamento do Estado, em particular, da política energética. Passaram em muitos casos a se antecipar à construção de barragens hidrelétricas, questionando e impedindo as construções que desalojariam milhares de camponeses e destruiriam todo um modo de vida. Esses movimentos estão inseridos na luta pela cidadania e colocam questões novas para a educação popular.

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Edição 45, agosto / 1990

“Um projeto de educação popular só é legítimo quando supõe a soberania popular como princípio, meio e fim de qualquer processo social concreto. Sem esta condição não é possível qualificar os experimentos político-educativos como populares ou libertadores. A democratização da sociedade não é um simples artifício operacional ou tático. Entendida como um processo permanente de ampliação da soberania popular, constitui condição indispensável para a transformação histórica a ser empreendida pelas classes populares. Representa, também, uma conquista que transcende interesses particulares e se universaliza”, destaca o editorial desta edição da Proposta. Com base nessas premissas, a revista dá início a uma reflexão sobre o valor democrático das lutas populares.

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Edição 44, maio / 1990

A política agrícola, como questão que aflora nas lutas dos movimentos sociais no campo, aqui e lá, às vezes de forma parcial e descontínua, mas como um grande nó condensador de contradições, está se tornando um setor estratégico para quem atua em educação popular em áreas rurais. Para os movimentos de trabalhadores rurais brasileiros, está ficando cada vez mais claro o papel central da política agrícola. A edição “Trabalhadores rurais – Fazer nossa política agrícola” aponta que a política agrícola, concebida e conduzida dissociada da reforma agrária, voltada a “liberar” as chamadas leis do mercado favoráveis aos grandes negócios agrícolas, colide com a necessidade e as aspirações de democratização das relações sociais no campo brasileiro.

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