Imposição da fome é racismo alimentar

Franciléia Paula, da FASE, critica depoimento de governador de Mato Grosso sobre população ter acesso a ossos de qualidade. “É a naturalização da fome, um projeto necropolítico”

Direitos Humanos e Atualidades: Processos de descolonização e práticas libertárias

O livro é uma parceria entre a editora Zume, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH – Cáceres / MT), sob a supervisão da professora Lúcia Gonçalves, e está vinculado à Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). A obra contou com a contribuição de pesquisadores, entre eles Franciléia de Paula, educadora da FASE no Mato Grosso, contribui com o artigo “A pandemia e a violação do direito humano à alimentação saudável”. Nele, a educadora aborda o agravamento da fome, retrocessos em políticas públicas, proposta de sistemas alimentares agroecológicos e uma nova geografia alimentar.

Comunidades quilombolas elaboram plano de vigilância popular em defesa do Pantanal

O objetivo foi promover um debate ampliado sobre saúde, identificando os impactos causados pelo agronegócio e Mineração no território que ameaçam os modos de vida das comunidades, suas culturas e o meio ambiente.

Rota de comercialização “Caminhos da Agroecologia” leva comida e esperança para famílias do Mato Grosso

A rota vem assegurando que famílias em situação de vulnerabilidade e organizações sociais tenham acesso a comida de verdade, agroecológica e produzida pela agricultura familiar.

Ubuntu, Justina! A sabedoria que vem dos sabores e da tradição

O livro é resultado de um trabalho conjunto com e de teor afetivo e histórico. As fotos foram feitas por participantes de uma oficina de cultura digital realizada pela FASE no Mato Grosso.

Artigo: Pacote do veneno – uma política da morte

O Brasil vive uma crise civilizatória e fracassa na garantia da saúde da população e do meio ambiente, sobretudo em um contexto crítico com a pandemia do coronavírus, que já ceifou 658 mil vidas de brasileiros e brasileiras.

Cerveja feita por mulheres carrega tradição ancestral em Mato Grosso

Bebida artesanal aumentou a renda e deu novo significado ao processo produtivo do local através do empoderamento e da sororidade.

Avaliação dos Impactos da FASE – 10 anos (2011 a 2020)

O documento traz reflexões e dados de estudo sobre o impacto do trabalho da FASE nos territórios de atuação da organização entre os anos de 2011 e 2020.

O Brasil está em chamas

Nossas florestas estão virando cinzas. . Reunimos depoimentos de agricultores familiares, quilombolas e indígenas que, além de ter que lidar com uma pandemia, estão denunciando…

Amazônia Agroecológica / Nota Técnica III – Apicultura: polinizando a vida na agricultura familiar

A Nota Técnica “Apicultura: polinizando a vida na agricultura familiar” é a segunda de uma série de seis notas técnicas do projeto Amazônia Agroecológica, que tem o apoio do Fundo Amazônia. O objetivo é estimular a troca de conhecimentos entre grupos assessorados pela FASE que trabalham com a criação de abelhas e demonstrar como é possível a autonomia popular nos sistemas produtivos.

Amazônia Agroecológica / Nota Técnica I – Sementes Tradicionais

Com o objetivo de auxiliar agricultores e agricultoras familiares na adoção de práticas agroecológicas, a FASE lançou a Nota Técnica “Sementes Tradicionais”. Esta é a primeira de uma série de seis notas técnicas que serão lançadas por meio do projeto Amazônia Agroecológica, que conta com o apoio do Fundo Amazônia. A ideia é sistematizar informações técnicas para conservação e multiplicação de sementes tradicionais.

Racismo e Sistemas Alimentares

Fran Paula ¹ Angela Davis em seu livro: Mulheres, Raça e Classe, descreve as décadas de 1960 e 1970 pela luta abolicionista nos Estados Unidos,…

Agrotóxicos e violações de direitos humanos

Este relatório foi construído com objetivo de publicizar as violações vivenciadas pelas comunidades rurais afetadas por agrotóxicos em Mato Grosso e, ao mesmo tempo, lutar por instrumentos de denúncias eficazes, por marcos regulatórios
mais protetivos e que se adequem às realidades das comunidades de camponeses, agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais que tem seus direitos violados. A vida, a água, a biodiversidade e o território já não suportam mais tanto envenenamento. A agroecologia é a prática da esperança e sua defesa se faz em todos os espaços – no campo, nas florestas, nas águas e nas cidades.

O racismo e as comunidades quilombolas

A sociedade escravista jamais aceitou o fenômeno dos quilombos, locais de resistência e insurgência negra. Entre os que perduram até hoje, está o Quilombo Ribeirão da Mutuca, uma referência na preservação da cultura e história dos territórios quilombolas de Mato Grosso

Conflito por terra e água em Colniza (MT)

Em Colniza (MT), Eliseu Queres foi assassinado. Houve mais nove feridos em episódio de violência, sendo que três deles ficaram em estado grave. Os trabalhadores estavam indo buscar água quando foram surpreendidos por pessoas armadas, sendo alvejados covardemente. O Fórum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT), do qual a FASE é parte, e outras entidades já tinham anunciado uma possibilidade de massacre, avisando que cerca de 200 famílias estavam sob a mira de pistoleiros na região. A área do conflito está em terras da União, as quais as famílias solicitam que sejam destinadas à reforma agrária. O FDHT, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), dentre outras organizações, lançaram nota sobre o tema. Dentre outras violações, o documento denuncia que a Polícia Militar não queria sequer deixar a ambulância buscar as vítimas no local da tragédia.

Relatório de Direitos Humanos e da Terra

Dentre outras organizações, a publicação “Relatório Estadual de Direitos Humanos e da Terra 2017 – Mato Grosso” contou com a participação do programa da FASE no estado. A equipe de educadores contribuiu com o capítulo sobre saúde no eixo “Agroecologia, ambiente e resistência – abordando desde a produção de alimentos até a Soberania Alimentar; Alimentação saudável como direito humano; direito ao gosto e; territórios Agroecológicos como processos de resistências”.

Carta Política: Mulheres e agroecologia

Reunidas no Encontro Estadual de Mulheres do Grupo de Intercâmbio e Agroecologia (GIAS), realizado entre os dias 29 a 31 de março, na cidade de Cáceres (MT), cerca de 400 mulheres reafirmaram a intransigência na defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores, e concluíram que seguiram lutando e denunciando os retrocessos do governo brasileiro.

Carta do Assentamento Roseli Nunes

Em documento, assentados da Reforma Agrária falam sobre um histórico de luta por um território livre. O assentamento, localizado no Mato Grosso, está cercado de grandes monoculturas de cana-de-açúcar, soja, além de pastagens para criação de gado. A carta menciona as contínuas pulverizações aéreas e terrestre de agrotóxicos, fazendo com que a produção agroecológica seja, muitas vezes, contaminada pelo vento e pela chuva. Essa realidade afeta diretamente os rios, levando a uma perda irreparável da biodiversidade. Apesar impactos causados pelo agronegócio e, mais recentemente, pela mineração, eles continuam firmes na proposta de produzir alimentos agroecológicos, sem agrotóxicos e transgênicos, para a própria sobrevivência e para matar a fome de outras famílias.

SBT Comunidade – Impactos dos agrotóxicos no MT

“Mato Grosso é o estado que mais consome agrotóxico do país, cerca de 40 litros por habitante ao ano”. O dado alarmante citado por Fran Paula de Castro, educadora da FASE no Mato Grosso, ilustra a importância do lançamento em Cuiabá e em Rondonópolis do “Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”. Confira vídeo da TV Rondon, afiliada do SBT, sobre as atividades no Mato Grosso, que incluíram palestras e seminários com autores, pesquisadores e militantes de organizações e movimentos sociais nos dias 23, 24 e 25 de julho de 2015.

Biocombustíveis: energia não mata a fome

A publicação analisa os efeitos das monoculturas de soja e de cana-de-açúcar, matérias-primas para a produção de biocombustíveis, sobre a produção familiar de alimentos e as condições de vida destas mesmas famílias. Para isso, foram realizados trabalhos de campo no município de Mirassol d’Oeste, no Mato Grosso. O estudo, elaborado pela Action Aid e pelo programa na FASE em MT, é assinado por Sergio Schlesinger. O autor aborda diversos impactos sociais e ambientais da produção de biocombustíveis, questionando se esse tipo de energia pode ser mesmo considerado verde. Entre prejuízos citados está o uso de agrotóxicos, que contamina rios e causa danos à saúde humana e do meio ambiente.