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28/10/2020Direito à cidadeDireitos HumanosPolítica

O SUS não é mercadoria

Aercio Barbosa de Oliveira, da FASE, alerta sobre a importância de mobilização da sociedade em defesa do SUS


Aercio Barbosa de Oliveira¹

Mais uma vez, a maioria da população brasileira é atacada pelo presidente da República. Bolsonaro e seus asseclas seguem tentando destruir direitos e o patrimônio público. Agora, ele avança contra o Sistema Único de Saúde.

Nesta terça-feira, o governo publicou um decreto que “libera estudos” para permitir que 44 mil unidades de atendimento básico do país fiquem nas mãos das empresas privadas, por meio de Parceria Público Privada. A decisão foi tomada sob protestos de toda a sociedade civil organizada e de especialistas — inclusive com a rejeição pública da medida pelo Conselho Nacional de Saúde. O compromisso do governo com empresas particulares e agentes econômicos é tamanho, que a seleção de quem se interessar pelo negócio será feita pelo Ministério da Economia, sob o comando de Paulo Guedes — que, em visita aos EUA, logo no início do governo, anunciou aos empresários, em uma das suas apresentações, que o compromisso de Bolsonaro era acabar com tudo que fosse patrimônio e serviços públicos. Portanto, esse decreto e tantas outras ações estão dentro da arquitetura da destruição.

#defendaoSUS Arte: Nando Motta

Graças ao SUS, conquistado com muita mobilização e envolvimento da sociedade, garantido constitucionalmente, milhares de pessoas conseguem acessar serviços de saúde. Com todas as precariedades provocadas pelos cortes dos governos, ainda assim, o SUS atende 150 milhões de brasileiros. No meio de uma crise sanitária que já tirou a vida de quase 160 mil pessoas, Bolsonaro e seus auxiliares tentam acabar com a saúde pública.

Não deixaremos que isso aconteça. Toda mobilização em defesa do SUS! 

[1] Coordenador do programa da FASE no Rio de Janeiro, membro do Grupo Nacional de Assessoria da FASE e mestre em filosofia.

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