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02/06/2006Agroecologia

A participação da FASE no 2º ENA

É intensa a participação da FASE no 2º Encontro Nacional de Agroecologia. Como é bem sabido por quem conhece o trabalho da instituição, o tema do desenvolvimento sustentável é caro para a FASE


Fausto Oliveira

É intensa a participação da FASE no 2º Encontro Nacional de Agroecologia. Como é bem sabido por quem conhece o trabalho da instituição, o tema do desenvolvimento sustentável é caro para a FASE. Por isso, a alternativa agroecológica foi abraçada como possibilidade real de um uso inteligente e não predatório dos recursos naturais e da terra. No momento em que a segunda edição do ENA acontece em Pernambuco, a FASE não poderia deixar de comparecer em peso, participando de uma série de atividades e discussões. Veja onde estamos no encontro.

Para cada um dos temas mobilizadores do ENA, haverá um seminário que centralizará as discussões. Em cinco deles, integrantes da FASE assumirão papel de coordenação, relatoria ou apresentação de experiência. São eles os seminários de “Reforma agrária e direitos territoriais”, Sobernia Alimentar e Segurança Alimentar”, “Formas de financiamento e gestão do desenvolvimento agroecológico”, “Biodiversidade e gestão dos recursos naturais” e, por fim, “Construção do conhecimento agroecológico”.

Ao todo, a FASE terá 20 representantes no ENA. Alguns deles vêm animando os debates em seus estados e construindo a organização do encontro. Cinco dos seis programas regionais levarão contribuições: Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Pernambuco. Nestes cinco estados, em cada um de acordo com a realidade, a FASE anima o debate sobre a agroecologia, estimula métodos sustentáveis de produção de alimentos e capacita pequenos agricultores para a produção diversificada sem abusos dos recursos naturais.

Para além dos seminários dos temas mobilizadores, alguns deles vão estar inseridos em atividades como a confecção de um Mapa da Sociobiodiversidade do Brasil. Este mapa tentará apresentar uma nova forma de enxergar o Brasil, através da superposição de informações geográficas com elementos sobre a biodiversidade agregada à multiplicidade cultural e humana. Uma tentativa de traduzir a riqueza da paisagem brasileira num formato que possibilite o surgimento de políticas públicas de desenvolvimento sustentável, ou seja, que leve em conta esta mesma riqueza.

Outro importante ponto de participação da FASE será no Mural de Denúncias do Agronegócio. Ali serão divulgados documentos e publicações que apresentam verdades e mentiras sobre o sistema de produção agrícola intensiva e empresarial que vigora em grande parte do país hoje. A FASE contribuirá com a cartilha “Que Agronegócio é Esse?”, com a Carta de Recife sobre o Proálcool, além de materiais da Rede Alerta contra o Deserto Verde sobre a monocultura de eucalipto.

Sobre agronegócio, outra atividade prposta pela FASE em conjunto com a instituição internacional Action Aid é a oficina “Que agronegócio é esse? Quem ganha e quem perde?”. Nela, o debate vai se concentrar sobre os impactos das monoculturas de soja e algodão nas relações sociais, no meio ambiente e nos empregos no meio rural brasileiro. Um ponto é fundamental nessa oficina: fazer ver como o agronegócio exportador inviabiliza a agricultura familiar, a segurança alimentar e a soberania alimentar.

A temática de gênero não poderia ficar de fora. Algumas das mulheres que trabalham nos programas da FASE ajudaram a organizar a oficina Direitos das Mulheres e Agrioecologia. Nela, será feita a indispensável ressalva de que os desenvolvimento sustentável não estará garantido enquanto o peso das injustiças sociais recair com mais força sobre as mulheres, como é atualmente, tanto no campo como na cidade.

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