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11/09/2019Direitos Humanos

Abong repudia pedido de reintegração de posse do Assentamento Normandia

Para Maria Emília Pacheco, assessora da FASE, o despejo é uma violência de estado com graves consequências


A ABONG¹ (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) vem a público manifestar repúdio ao pedido de reintegração de posse do Assentamento Normandia, município de Caruaru, em Pernambuco, que conta com uma área de 15 hectares. O INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foi o responsável por esse pedido de reintegração de posse, autorizado pelo juiz Tiago Antunes Aguiar, da 24ª Vara Federal que, em caso de sua execução, afetará diretamente o terreno e o funcionamento do Centro de Formação Paulo Freire e de agroindústrias dos assentados.

A ABONG considera o pedido de reintegração um fato grave para a democracia e, ao mesmo tempo, uma descabida e perversa demonstração de como o atual governo do país insiste em criminalizar movimentos sociais e organizações da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos e da educação popular libertária.

Por isso, a ABONG defende a permanência e o funcionamento do Centro de Formação Paulo Freire instalado no Assentamento Normandia, bem como o retorno à normalidade de suas atividades e à segurança da posse.

Para Maria Emília Pacheco, assessora da FASE, o despejo é uma violência de estado com graves consequências e muito significativo. “Querem nos fazer esquecer. Querem matar a lembrança deste grande educador [Paulo Freire] e nós não podemos aceitar”, conclui.

#DespejoNão

[1] A FASE integra a direção Nacional da ABONG.

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