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05/10/2008Mato Grosso

Agroecologia e economia solidária juntos no MT

No Mato Grosso, a semana foi de discussões sobre agroecologia e economia solidária. Em um único evento, o Grupo de Intercâmbio em Agricultura Sustentável (GIAS) e o Fórum Estadual de Economia Solidária do MT mostraram à população de Cuiabá como produzir alimentos e outros objetos de uso prático sem comprometer o meio ambiente, agregando mão de obra com geração de renda desconcentrada em práticas perfeitamente sustentáveis


No Mato Grosso, a semana foi de discussões sobre agroecologia e economia solidária. Em um único evento, o Grupo de Intercâmbio em Agricultura Sustentável (GIAS) e o Fórum Estadual de Economia Solidária do MT mostraram à população de Cuiabá como produzir alimentos e outros objetos de uso prático sem comprometer o meio ambiente, agregando mão de obra com geração de renda desconcentrada em práticas perfeitamente sustentáveis. Aconteceram ao mesmo tempo o 4º Encontro Estadual de Agroecologia e a 2ª Feira Estadual de Economia Solidária.

A FASE Mato Grosso participou ativamente da organização destes eventos. Naquele estado, a FASE tem larga experiência em apoiar grupos de pequenos agricultores com práticas alternativas agroecológicas. Durante os dias dos eventos, que aconteceram na Universidade Federal do Mato Grosso, discutiu-se modelos alternativos e sustentáveis de produção e comercialização. Num estado em que o desmatamento e a violência rural estão do lado do capitalismo agrário e a mega-produção de soja e gado, este tipo de proposição é de alta importância política.

Por isso, apesar de ser ainda embrionária, a junção dos movimentos de agroecologia e economia solidária tem muitos frutos a dar. Um impacto positivo já foi notado nestes dias de evento conjunto em Cuiabá. De acordo com a educadora da FASE Mato Grosso, Cidinha Moura, a participação das mulheres cresceu, com a entrada dos grupos de economia solidária. “Dos 304 inscritos, 70% são mulheres. Nos eventos anteriores, a participação das mulheres ficava em torno de 45%”, diz ela. Um reforço inicial ao tecido associativo mato-grossense, que tem pela frente severos desafios no sentido de propor um desenvolvimento não agressivo ao meio ambiente e distribuidor de renda.

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