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26/08/2008Segurança Alimentar

Alimentação escolar: abaixo-assinado por nova lei

Como já divulgado antes pelo Fase Notícias, um projeto de lei para a alimentação escolar. Trata-se de um projeto inovador por algumas razões. Uma das principais é que, se for aprovado, 30% da alimentação escolar fornecida em todo o país virão da agricultura familiar local


Fausto Oliveira

Como já divulgado antes pelo Fase Notícias, um projeto de lei para a alimentação escolar. Trata-se de um projeto inovador por algumas razões. Uma das principais é que, se for aprovado, 30% da alimentação escolar fornecida em todo o país virão da agricultura familiar local. Isso representa uma mudança no padrão alimentar de crianças e jovens, que passarão a ter mais equilíbrio em sua dieta, e também contribuirá para abrir um importante mercado para a agricultura não empresarial, que é muito mais sustentável e é crucial para manter a dignidade da vida de muitos camponeses. Mas como as indústrias de alimentos e a bancada ruralista podem voltar a agir contra este tipo de interesse popular, um abaixo-assinado online está disponível na página do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Consea.

Assinar este documento contribui para estabelecer um novo parâmetro de segurança alimentar e nutricional para milhões de estudantes brasileiros. Como qualquer pessoa, os estudantes têm direito a uma alimentação regular, adequada e saudável, mas não se pode ignorar que em seu caso isso ainda é mais importante devido ao fato de estarem em plena etapa de desenvolvimento de suas capacidades físicas e mentais.

É importante mencionar que uma recente pesquisa feita pela Universidade de Brasília mostrou que crianças e jovens brasileiros são hoje assediados por uma imensa carga de propaganda televisiva que vende a má alimentação. O Departamento de Nutrição da UnB pesquisou 20 horas diárias de programação de TVs abertas e fechadas durante 52 semanas. Descobriu que 72% das propagandas de alimentos oferecem produtos ruins para a saúde. E destas, 40% eram destinadas ao público infanto-juvenil. Os pesquisadores perceberam que a massa de propaganda se divide em cinco categorias: guloseimas e sorvetes; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos de pacote; biscoitos e bolos; e por fim o fast-food das lanchonetes.

Apoiar com assinaturas pessoais e institucionais o projeto de lei de alimentação escolar pode contribuir para reverter um quadro de má alimentação da juventude que, claramente, é também um problema de saúde pública. Para assinar o documento de apoio ao projeto, você deve acessar esta página da internet. Lá, existem instruções sobre como participar. Também está disponível o texto do projeto de lei para que a sociedade se esclareça mais sobre este tema importante para a saúde e a segurança alimentar das gerações futuras.

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