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29/11/2006Política

Capitalismo Cognitivo será debatido no CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro realiza o Seminário "Capitalismo Cognitivo – Comunicação, Linguagem, Trabalho"


O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro realiza nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, às 18h, o Seminário Capitalismo Cognitivo – Comunicação, Linguagem, Trabalho. Sob a curadoria do cientista político Giuseppe Cocco, o encontro internacional reunirá 10 conferencistas de várias áreas, do Brasil e da Europa, que atuam pesquisando os desdobramentos do capitalismo contemporâneo.

A entrada é franca e as senhas devem ser retiradas meia-hora antes na bilheteria do CCBB. O encontro discutirá os temas A natureza do conflito no Capitalismo Cognitivo, Trabalho e empresa na era do Capitalismo Cognitivo e Trabalho, Saber e Cultura, respectivamente.

Ao todo, integram as mesas-redondas 10 convidados. Um dos principais é o filósofo Maurizio Lazzarato (Universidade de Paris I), que lançará na ocasião seu novo livro As revoluções do capitalismo (Editora Record/Civilização Brasileira), inaugurando a coleção A política no Império, coordenada por Giuseppe Cocco. Lazzarato é autor de diversos livros sobre as novas configurações do capitalismo e do trabalho, dentre os quais destacam-se Trabalho Imaterial formas de vida e produção de subjetividade (emco-autoria com o filósofo Antonio Negri, foi publicado no Brasil pela DP&A editora em 2001), Puissances de l’invention – la psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique (Les Empêcheurs de penser em rond, 2002).
“O capitalismo no século XXI é diferente daquele do século XX. Portanto, ao invés de focalizar o neoliberalismo, hoje é preciso falar do capitalismo não mais baseado na indústria”, destaca Giuseppe Cocco, que é professor de Sociologia do Trabalho na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Coordenador Geral do Laboratório Território e Comunicação (LABTeC).

Também chamado de Economia do Conhecimento, o Capitalismo Cognitivo revê paradigmas da teoria econômica e tem na micro-eletrônica e nas novas tecnologias de comunicação e informação a base de uma sociedade pós-industrial, na qual o valor decorre da difusão acelerada e da lenta socialização do saber. À vista de tais conceitos, os mentores do Capitalismo Cognitivo propõem análises estruturais que abarcam também os aspectos políticos, sociais e culturais do dito mundo globalizado.

Programação

Dia 5 – A natureza do conflito no Capitalismo Cognitivo
O “Capitalismo Cognitivo” faz emergir novos conflitos: por um lado, a problematização da idéia de uma “critique artiste” diante das lutas dos “artistas e profissionais do espetáculo”; por outro, os mal entendidos que conceitos como “critique artiste” ou mesmo “capitalismo cognitivo” podem introduzir no debate sobre o capitalismo contemporâneo.
– Tatiana Roque (moderador – IM UFRJ)
– Maurizio Lazzarato (Universidade de Paris 1)
– Sergio Amadeu – (Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero)

Dia 6 – Trabalho e empresa na era do Capitalismo Cognitivo
A questão do “software livre” no capitalismo cognitivo, a apropriação e a perturbação da nova “governança” pelos bens e ativos intangíveis.
– Luiz Antonio Carvalho (moderador – Rits)
– Antoine Rebiscoul (The GoodWill Company)
– Fábio Malini (UFES – Vitória)

Dia 7 – Trabalho, Saber e Cultura
Em meio a diversas crises: urbana, do trabalho, da democracia representativa, as cidades e suas periferias são percebidas como laboratórios de estilo, de estéticas, de economia para os movimentos globais, em que novos movimentos e redes sociais estão reagindo ao colapso social e propondo outros modelos de produção e inserção.
– Sérgio Sá Leitão (moderador – BNDES)
– Ivana Bentes (ECO/UFRJ)
– Écio de Salles (ECO/UFRJ)

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