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18/09/2006Espírito Santo

Contra a prática de racismo da Aracruz Celulose

A Rede Alerta contra o Deserto Verde está recolhendo assinaturas contra a campanha racista e de difamação da Aracruz Celulose contra os índios Tupinikim e Guarani


A Rede Alerta contra o Deserto Verde está recolhendo assinaturas contra a campanha racista e de difamação da Aracruz Celulose contra os índios Tupinikim e Guarani. A estratégia da empresa agora é de difamação contra a identidade dos povos indígenas: na mídia, nas escolas e junto à sociedade civil em geral. Trata-se de mais uma tentativa de colocar a população contra os índios.

Contando com a solidariedade de todos e todas e aguarda retorno até o dia 20 de setembro quarta-feira. Para as assinaturas, quando for entidade/movimento, informe nome completo e local. E para pessoa física, além do nome, informe o local e função/profissão.

Envie sua adesão para o endereço fasees@terra.com.br
ARACRUZ CELULOSE PRATICA CRIME HEDIONDO CONTRA ÍNDIOS!

A sociedade civil através das entidades, movimentos e pessoas abaixo-assinadas vem a público manifestar sua indignação com a campanha difamatória e a prática de racismo da Aracruz Celulose S/A contra os povos Tupinikim e Guarani.

A estratégia de defesa adotada por esta multinacional nos últimos meses, quando se vê diante da decisão eminente sobre a devolução das terras indígenas por ela invadidas, tem sido a de negar a existência desses povos tradicionais em território capixaba e de desqualificar e ridicularizar sua identidade indígena. ISTO É RACISMO! RACISMO É CRIME HEDIONDO E INAFIANÇÁVEL!

A posição da Aracruz Celulose demonstra não só desrespeito com a história, com a memória e a cultura do povo capixaba, mas também que esta empresa não tem escrúpulos quando se trata de garantir seus interesses, as custas da miséria e da destruição dos povos tradicionais e do meio ambiente. Campanhas milionárias financiadas por esta empresa vêm escamoteando os impactos gerados pela monocultura de eucalipto no Brasil e expondo os povos tradicionais desta terra a humilhações inomináveis.

Aqueles que conhecem a história do nosso estado não podem ficar de braços cruzados diante da violação da dignidade e dos direitos dos Tupinikim e Guarani. Se por um lado vemos a empresa Aracruz Celulose cooptando sindicatos, financiando políticos, manipulando governos, prestadoras de serviços, ONG’s utilizadas para isentá-la de impostos, além da grande mídia comprometida com os interesses desta, vemos por outro lado os indígenas lutando incansavelmente – há mais de 40 anos – pela retomada de sua terra e da sua liberdade, reduzidas.

Neste momento, o Estado brasileiro, através do Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, tem a oportunidade histórica de corrigir graves erros cometidos até agora, contra os Tupinikim e Guarani no Espírito Santo, efetivando seu direito constitucional demarcando integralmente seu território, já identificado pela FUNAI e reconhecido como tal pelo ex-Ministro Íris Resende, através do despacho ministerial de 06/ 03/ 98.

Apelamos a todas as cidadãs e os cidadãos que se manifestem publicamente contra as práticas racistas da multinacional Aracruz Celulose e seus aliados. De nossa parte tomaremos todas as medidas legais cabíveis contra esse crime hediondo, exigindo que a Constituição da República do Brasil seja respeitada.

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