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16/06/2006Espírito Santo

Duas novas publicações ajudam a entender o drama causado pelo eucalipto

A FASE Espírito Santo traz, através de duas novas publicações, informações básicas e importantes sobre o impacto social da monocultura de eucalipto no ES e sobre o mercado de carbono, a questão da poluição e da privatização do ar


Para ajudar a compreender os impactos sociais, culturais e ambientais causados pelo modelo de desenvolvimento proposto pelas grandes potências consumistas do mundo capitalista teríamos que nos ater a uma infindável rede de informações onde cada ação gera uma reação, cada situação gera um impacto bom ou ruim em determinada região. A FASE Espírito Santo traz, através de duas novas publicações, informações básicas e importantes sobre o impacto social da monocultura de eucalipto no ES e sobre o mercado de carbono, a questão da poluição e da privatização do ar.

Plantações de Eucalipto e Produção de Celulose: promessas de emprego e destruição de trabalho – O caso da Aracruz Celulose no Brasil, de Alacir De’ Nadai, Winfridus Overbeek e Luiz Alberto Soares, é um relatório de pesquisa que apresenta um histórico e analisa dados sobre emprego e trabalho nas plantações de eucalipto e produção de celulose para exportação no Espírito Santo, especificamente na Aracruz Celulose. Dados quantitativos evidenciam fatos relativos ao emprego, ao impacto social e cultural da chegada da empresa nas comunidades e nas famílias que habitavam as regiões onde hoje se encontram as fábricas e as plantações da empresa. A pesquisa aborda a geração de empregos, a mecanização, a terceirização e degradação das condições de trabalho na Aracruz; a organização e o desmantelamento dos sindicatos; os casos dos ex-trabalhadores afastados por causa de doenças e acidentes de trabalho. Além disso, a publicação aborda também questões relativas à destruição de trabalho e busca de alternativas nas comunidades vizinhas à fábrica, levando em consideração as oportunidades de trabalho para as mulheres dessas comunidades e traz um estudo de caso sobre Vila Valério.

O Mercado de Carbono e a Privatização do ar é uma cartilha que oferece uma reflexão introdutória sobre o tema das mudanças climáticas, suas conseqüências e propostas para combatê-las. Na intenção de servir a comunidades, movimentos sociais e organizações locais, a equipe da Fase Espírito Santo preparou um material didático que procura tornar mais acessíveis informações que hoje estão quase restritas a especialistas. A cartilha discute a noção de desenvolvimento alardeada e praticada pela principal potência mundial e as conseqüências do modelo desenvolvimentista dos EUA para os países do mundo em desenvolvimento. A questão do consumo e da poluição e as conseqüências das mudanças climáticas são refletidas resumidamente e servem para embasar as questões que se colocam sobre as buscas de soluções, como a Eco-92, o Protocolo de Quioto, o Mecanismo do Desenvolvimento Limpo. A cartilha contextualiza o Brasil no mercado de carbono e propõe uma série de questões para debate.

Ambas as publicações foram feitas em pequena tiragem e podem ser obtidas na FASE Espírito Santo (fasees@terra.com.br) ou na Fase Nacional (comunicação@fase.org.br).

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