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14/06/2021Direito à cidadeRio de Janeiro

Evento virtual encerra o 3ª ano do projeto Juventude nas Cidades

Para Bruno Alves, educador da FASE Rio, os resultados mostraram o poder do projeto e a importância para a formação pessoal e política desses jovens


Alcindo Batista¹

No início de junho, o programa da FASE no Rio de Janeiro promoveu evento virtual para encerrar a edição de 2020 do projeto Juventudes nas Cidades, iniciativa que acontece há três anos e que conta com o apoio da Oxfam Brasil. 

 

Por causa da pandemia, a ação no Rio de Janeiro é realizada a partir de três Grupos de Trabalho (GTs) que tratavam de questões relativas à comunicação, incidência política/diretos da juventude e na elaboração de um plano de futuro e inclusão econômica. A ideia foi que cada uma dessas frentes promovesse uma atividade. Todas as apresentações foram pensadas pelos próprios jovens, que apresentaram propostas, convidados e atuaram na montagem do roteiro e na mediação das oficinas. 

Assim, as apresentações iniciaram pela discussão do mundo do trabalho para os jovens periféricos e favelados no período de crise econômica e sanitária a partir das experiências de Kharine Gil, mulher negra, estudante de serviço social na UFRJ e empreendedora da marca de cosméticos Panka Banka e de Kelly Medeiros, mulher trans e ativista do Núcleo Maré Trans. Em seguida, Rayssa Pereira, integrante do projeto e participante do Fórum de Juventudes, falou da resistência da juventude em meio a esse período de crise e questionou quais são os direitos dessa população em meio a esse contexto? Nesse sentido, Dayane Medeiros, coordenadora da União Política da Zona Oeste, participou da atividade levantando a questão sobre o direito à alimentação e da juventude.

Por último, foram abordados os impactos da pandemia na saúde mental das juventudes. As convidadas  Ana Gabriela Ribeiro, assistente social, e Monique Lima, psicóloga, promoveram o debate “Por que a saúde mental é uma questão política?”. Todas as sessões contaram com momentos culturais, com a participação de escritores, poetas e slammers como Rejane Barcelos, Pollianna Silva e João Pedro Oliveira, exposições de fotografias populares nas favelas com veri-vg e oficina de alongamento e relaxamento com Ingrid Camargo, bailarina e também participante do projeto. 

Para Bruno Alves, educador do programa da FASE no Rio de Janeiro, o evento teve o objetivo sintetizar as principais questões que foram trabalhadas nos três anos do projeto. Ele conta que, embora as frentes sejam diferentes, as questões estiveram articuladas entre si, colocando em voga como a precariedade do momento faz com que você precise se reinventar, falar sobre os direitos das juventudes e das populações negras e periféricas, cada vez mais atacados. “Sem dúvida, o resultado deixou todo mundo bastante satisfeito e feliz com as possibilidades e potência do projeto em meio a um ano tão difícil, dos desafios da vida remota, de mobilização de realização”, comenta. 

[1] Estagiário, sob supervisão de Cláudio Nogueira

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