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25/10/2017Fase

FASE lamenta o falecimento de Paulo Oliveira

Hoje, 25, os integrantes da FASE receberam com muita tristeza a notícia do falecimento do ex-faseano Paulo Oliveira, que atualmente trabalhava no ICMBio


Hoje, 25, os integrantes da FASE receberam com muita tristeza a notícia do falecimento do ex-faseano Paulo Henrique Borges de Oliveira, que atualmente trabalhava no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Paulo foi encontrado já sem vida vítima de um infarto perto de onde morava, em uma reserva no sul de Minas Gerais junto a outros funcionários do instituto. Ele tinha 59 anos e deixa companheira e filho.

Paulo Foi diretor Nacional do IBAMA e o primeiro diretor do ICMBio após sua criação. Natural de São Paulo, atuou durante 30 anos na Amazônia. Foi coordenador da FASE Gurupá, uma importante iniciativa para a FASE desenvolvida no Pará. Na instituição ele foi assessor, coordenador e consultor. “A FASE Gurupá desenvolveu importantes iniciativas com relação à regularização fundiária, agroecologia, manejo florestal comunitário e comercialização de alimentos, que inspiraram muitas políticas públicas“, lembra Letícia Tura, diretora executiva da FASE. 

Guilherme Carvalho, coordenador do programa regional da FASE na Amazônia conta que o programa Gurupá até hoje é uma referência. “Paulo era uma pessoa extremamente dedicada ao trabalho e o projeto Gurupá até hoje é uma referência para todo o debate sobre regulação fundiária na Amazônia. Em Gurupá se conseguiu construir efetivamente um mosaico de uso e ocupação do solo do território”, comenta.

Para Guilherme, essa é perda muito grande não só para a FASE, seus amigos e familiares, mas também para a Amazônia diante de todo esse processo de desapropriação. “Gurupá é uma referência para essa discussão. Uma referência de como as comunidades locais podem viver e produzir em sintonia com o meio ambiente. O trabalho que o Paulo desenvolveu mostra que hoje nós temos instrumentos capazes de construir e fazer com que haja um outro tipo de atuação no território sem que seja o predatório. Devemos isso ao Paulo”. 

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