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16/07/2021InternacionalJustiça Ambiental

FASE participa do Ciclos Ibase sobre os impactos da indústria extrativista

Para a coordenadora do GNA, não é possível pensar que uma empresa como a Vale mudará a sua matriz produtiva para se tornar uma mineradora "climaticamente inteligente"


Alcindo Batista ¹

Maureen Santos, coordenadora do Grupo Nacional de Assessoria (GNA),  participou do Ciclos Ibase sobre “os impactos da indústria extrativistas no planeta”. A atividade contou também com a presença de Carlos Monge, antropólogo e pesquisador do Natural Resource Governance Institute, e Julio Holanda, biólogo. A mediação ficou por conta de Nahyda Franca, pedagoga e ativista do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS).

O encontro marca o lançamento do estudo “Atividades extrativas no Brasil e mudanças climáticas”, encomendado pelo Ibase ao biólogo Júlio Holanda. O documento aponta quais as contribuições diretas e indiretas do setor extrativo no país, os impactos negativos dessa atividade, as adaptações às mudanças climáticas, transparência e incidência da sociedade civil, além de levantar e sugerir alternativas de adequação do setor.

Na ocasião, Maureen falou, entre diversos temas, sobre as metas de neutralização de carbono, antes para 2030 e agora para 2050. Ela contou como é impossível isso acontecer, haja vista que até lá haverá um aumento da emissão de gases, principalmente na mineração e por conta do sistema de compensação. “Não é possível pensar que uma empresa como a Vale, por exemplo, com todo o seu passivo ambiental, mudará a sua matriz produtiva para que, em 2050, ela vire uma mineradora ‘climaticamente inteligente’, como dizem no Banco Mundial”. 

 

[1] Estagiário, sob supervisão de Cláudio Nogueira 

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