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04/11/2016Fase

FASE repudia ataque à escola de formação política do MST

Diante dos atuais ataques ao direito de organização e à Constituição Federal, episódio na Escola Nacional Florestan Fernandes faz lembrar passado sombrio e alerta sobre mais violações daqui para frente


Movimento luta por Brasil mais justo desde 1984, ano de sua fundação. (Foto: Aquivo MST)
MST luta por Brasil mais justo desde 1984, ano de sua fundação. (Foto: MST)

Prestamos solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que constrói a reforma agrária, luta e defende a democracia, frente à ação violenta e criminosa das polícias civil e militar na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) em Guararema, no interior do estado de São Paulo, na manhã de hoje (4).

Segundo informa o movimento, pelo menos 10 viaturas cercaram a Escola. Os agentes pularam o portão e atiraram em direção às pessoas que estavam no espaço com armas de fogo. A FASE repudia essa violência, caracterizando o episódio como mais um de criminalização das lutas sociais. O que aconteceu em São Paulo faz parte de uma operação contra o MST que também inclui intervenções policiais no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Diante da situação, o MST exige que o governo e as instituições competentes tomem as medidas cabíveis nesse processo.“Somos um movimento que luta pela democratização do acesso a terra no país e a ação descabida da polícia fere  direitos constitucionais e democráticos”, destaca trecho de nota publicada no site do movimento.

Capsula encontrada após invasão policial. (Foto: MST)
Cápsula encontrada após invasão policial. (Foto: MST)

A FASE reafirma a importância do MST, assim como de outros movimentos sociais, organizações e redes de defesa dos direitos humanos, para a superação das tantas fragilidades da democracia brasileira. Essa que recentemente vem sendo ainda mais atacada por golpes diários. Em um momento em que o país passa por ataques ao direito de organização e pelo desmantelamento de direitos assegurados pela Constituição Federal, momentos como os vividos na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) fazem lembrar tempos de um passado sombrio. Também alertam sobre os riscos reais de aumento das violações que a sociedade civil organizada e a população como um todo, em especial a pobre, camponesa, a que está nas periferias urbanas,  a negra, a indígena, entre outras, poderão enfrentar daqui para frente.

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