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17/08/2007Rio de Janeiro

Jovens da América do Sul debatem direitos humanos

O projeto “Derechos Direitos”, que reúne jovens de vários países da América do Sul, incluindo grupos juvenis de Recife e da Baixada Fluminense, encerrou seu primeiro ciclo de formação de jovens brasileiros no início de agosto


Fausto Oliveira

O projeto “Derechos Direitos”, que reúne jovens de vários países da América do Sul, incluindo grupos juvenis de Recife e da Baixada Fluminense, encerrou seu primeiro ciclo de formação de jovens brasileiros no início de agosto. É uma iniciativa levada a cabo pela FASE no Brasil e parceiros nos seguintes países vizinhos: Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. A idéia é fazer uma intensa capacitação de jovens de classes populares no que diz respeito a direitos humanos, econômicos, sociais e culturais.

No caso brasileiro, cerca de 40 jovens de municípios da Baixada Fluminense e da região metropolitana de Recife se encontraram em Nova Iguaçu (RJ) para três dias de debate e discussão sobre direitos. Há pouco mais de um ano, eles vêm sendo assessorados em sua vontade de se organizar visando conquistas de melhorias por meio de ações políticas. Eles são capacitados a promover mudanças em seus locais de moradia e nas condições de vida com instrumentos de exigibilidade de direitos.

Neste primeiro ano, os jovens assessorados pelo projeto desenvolveram atividades de exigência de direitos em suas bases. Foram 12 ações, algumas delas já encerradas.

“Alguns exemplos. Um grupo fez uma pesquisa sobre o atendimento de saúde ao jovem e adolescente no serviço público em seu bairro, e agora estão sistematizando os resultados dessa pesquisa. Outro grupo promoveu uma campanha para exigir do poder público a construção de uma praça pública num bairro da periferia que já tinha projeto de praça, enquanto em outro local mais nobre, de hora para outra, apareceu uma grande praça pública com recursos vultosos. Teve um grupo que promoveu a articulação dos grupos juvenis em Jaboatão dos Guararapes em torno da demanda por uma política municipal voltada especificamente para os jovens, que existe em Recife, mas não lá”, diz Daniel Silvestre, da FASE, que participa do projeto.

Uma face importante deste projeto é o intercâmbio internacional dos jovens participantes. Como um trabalho parecido é realizado por outras ONGs nos países vizinhos, jovens chilenos, argentinos, uruguaios e paraguaios têm tido suas experiências de exigência política de seus direitos. “Em dezembro deste ano vamos fazer um encontro de aproximadamente 120 jovens desses países, em Buenos Aires. Serão entre 30 e 40 brasileiros, divididos entre Baixada Fluminense e Recife. A partir desse encontro, deve-se construir uma forma deles manterem uma articulação permanente em torno da discussão dos direitos na perspectiva juvenil no âmbito do Mercosul”, afirma Daniel.

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