Notícias

02/11/2008Direitos Humanos

Projeto Direitos Derechos inicia nova turma

Começa mais uma turma do projeto Direitos Derechos. O aparecimento bilíngüe dos direitos revela o traço internacional da iniciativa, pela qual jovens da América do Sul aprendem a manejar instrumentos políticos de modo a corrigir uma violação a seus direitos, ou forçá-los ao cumprimento.


Fausto Oliveira

Começa nos próximos dias mais uma turma do projeto Direitos Derechos. O aparecimento bilíngüe dos direitos revela o traço internacional da iniciativa, pela qual jovens de vários países da América do Sul aprendem a manejar instrumentos políticos de modo a corrigir uma violação a seus direitos, ou forçá-los a um efetivo cumprimento. Aqui no Brasil, a Fase desenvolve atividades no Rio de Janeiro e em Recife. No Rio, a terceira turma do projeto inicia seus meses de capacitação em direitos agora.

Os jovens participam por meio de seus grupos e organizações. A maioria desta nova turma é de grupos ligados à produção cultural e provenientes de várias cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro. Do primeiro encontro de formação, em que todos se conhecem e são apresentados ao projeto, até a execução de uma ação de exigência concreta de direitos, eles aprofundam o conhecimento do tema e desenvolvem uma considerável capacidade política. O processo dura em torno de seis meses.

“As duas primeiras turmas tiveram casos de sucesso nas situações reais que abordaram. Conseguiram reverter uma situação ou iniciaram um processo para reverter. Em Nova Iguaçu, na segunda turma, três grupos de jovens quiseram abordar a participação da juventude local na construção de políticas públicas, pois tinham conhecimento de um projeto de lei abrindo um conselho de juventude ligado à prefeitura, que a prefeitura vetou. Os três grupos do projeto iniciaram uma mobilização na cidade que chamou outros jovens, foi feito um novo projeto de lei e hoje Nova Iguaçu tem o Conselho Municipal da Juventude”, relata Aércio Oliveira, educador da Fase que participa do Direitos Derechos.

Evidentemente, nem todas as ações têm um final assim tão pleno; não se deve esquecer que a abertura do Estado à sociedade ainda é precária na maioria das cidades e estados do país. “Já no processo de formação, as pessoas são levadas a entender que não se devem criar grandes expectativas, às vezes uma ação dessas pode não resolver o conflito que eles escolhem abordar. Mas sempre é uma etapa num processo, e além disso existe o sucesso pedagógico em estimular a juventude a agir politicamente em defesa de seus direitos”, diz Aércio. Os dez grupos de jovens fluminenses conhecerão este outro conceito de sucesso.

Enviando sua mensagem