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16/12/2013Mato Grosso

Reportagem: conquistas das agroextrativistas do MT

Associações de mulheres assentadas, apoiadas pela FASE, usam babaçu, pequi e cumbarú


A reportagem da afiliada da Rede Globo no Mato Grosso visitou assentamentos onde grupos de mulheres garantem melhorias na qualidade de vida, na renda e na organização social a partir do trabalho com frutos do cerrado. Assista ao vídeo e leia a reportagem publicada no portal G1. Clique na imagem para assistir!

MT01Mulheres fazem curso em MT para aproveitar frutos típicos do cerrado

Associação conta com grupos espalhados em quatro assentamentos. Curso ensina colheita e manuseio do babaçu, pequi e cumbarú.

Mulheres de assentamentos do interior de Mato Grosso foram beneficiadas com cursos que ensinam o uso de frutos típicos do cerrado na produção de alimentos como pães e bolachas. Através da Associação Regional dos Produtores Extrativistas do Pantanal (Aperp), mulheres de Cáceres e Mirassol D’Oeste, cidades a 250 e 329 km de Cuiabá, formaram duas associações.

Em Mirassol D’Oeste, 12 mulheres do assentamento Margarida Alves formaram o ‘Grupo das Margaridas’. Após o curso da Aperpe, elas se transformaram em produtoras extrativistas do babaçu, fruta típica do cerrado. “Além de aumentar a nossa renda familiar, ainda aumentou a consciência de cada mulher”, disse Rita Julia Zocam, agroextrativista.

O babaçu passou a ser visto como matéria-prima após um levantamento realizado pela ONG Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase). “O processo inicial seria esse levantamento, fazer um diagnóstico da região para ver qual é o potencial que pode ser trabalhado. No caso do assentamento Margarida Alves foi o babaçu”, explica Franciléia de Castro, engenheira agrônoma.

No município vizinho, em Cáceres, o cumbarú foi escolhido pela associação ‘Amigas do Cerrado’, do assentamento Facão. São oito mulheres que fabricam pães e bolachas fornecidas para escolas e instituições da cidade, produzidas com a castanha do cumbarú. O alimento é rico em cálcio, proteínas e zinco. Além dos assados, as mulheres produzem óleo, farinha e licor com a fruta.

A coordenadora do grupo, Cleonice Maria da Silva, conta os benefícios da associação. “É um conhecimento, uma troca de experiência. Ficar mais junto das amigas, uma ensina para a outra”. A Aperpe conta ainda com outros dois grupos, um também da extração do babaçu e outro do pequi.

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