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01/07/2019Direitos HumanosJustiça Ambiental

Seminário em Santarém debate economia verde

O encontro teve como objetivo ampliar as discussões sobre economia verde na região e fortalecer as lutas em defesa dos bens comuns e territórios


De 18 a 20 de junho, a cidade de Santarém, no Pará, recebeu o Seminário “Conhecer a economia verde no estado do Pará” e a oficina “Ameças aos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares no estado do Pará”. O encontro busca ampliar as discussões sobre economia verde na região, bem como fortalecer as lutas em defesa dos bens comuns e territórios.

Foto: Carta de Belém

Diante de um cenário de ausência de uma estrutura de política nacional de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) no momento, Pedro Martins, da Terra de Direitos e membro do Grupo Carta de Belém (GCB), explica que o objetivo é trazer os casos de financeirização da natureza e avaliar a diversidade e as especificidades no território paraense. Segundo Manoel Edivaldo, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) e membro do GCB, lideranças diversas estarão presentes no seminário para fortalecer o conhecimento sobre economia verde, especialmente no oeste do estado. “É uma forma de articular a luta em defesa dos bens comuns na região amazônica e denunciar as injustiças sociais, já que aqui essa temática tem sido pouco discutida. Assim, poderemos organizar as ações regionais de forma mais coletiva”, disse.

Foto: Carta de Belém

A reunião de diferentes comunidades no primeiro dia de evento foi destacada por Sara Pereira, educadora do programa da FASE na Amazônia e membro do GCB, já que os projetos de crédito de carbono têm sido bastante difundidos na região. “A comunidade tem poucas informações sobre esse tema que atinge diretamente seus modos de vida, por isso teremos um importante diálogo aqui. Também tem a importância de aproximar o GCB das bases, do debate que tem sido feito nesses 10 anos de grupo, e mostrar como esse debate se relaciona com a realidade de toda a região do baixo Amazonas”.

“Pra gente, das comunidades quilombolas, esse tema é uma coisa nova. A gente precisa entender de que forma nós nos inserimos nesse processo ou não”, afirmou Célia Cristina, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Notícia publicada originalmente no site Carta de Belém. 

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