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13/07/2015Rio de Janeiro

Ser humano enquanto indivíduo político foi tema de programa no Canal Saúde

Rachel Barros, educadora do programa da FASE no Rio de Janeiro, participou do Unidiversidade, do Canal Saúde, FioCruz. O programa tratou da importância da consciência política na sociedade


“O homem é um animal político”. A afirmação de Aristóteles sobre a destinação do se humano a viver em sociedade é entendida como base da filosofia política e permanece pulsante na sociedade brasileira. Há, porém, um desencantamento da sociedade com a esfera política tradicional. A falada ‘crise de representatividade’ perpassa diversas esferas sociais, como a mídia, as instituições e os partidos. O ser político, então, ganha cada vez mais destaque na esfera social, como sujeito protagonista da transformação. Foi pautado pela urgência e relevância desse tema que o Canal Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), produziu um episódio do programa Unidiversidade.

Sob essa perspectiva, os convidados destacaram que um grande desafio é fazer com que as pessoas se enxerguem, individual e coletivamente, como seres políticos com poderes decisivos da vida pública, e que a política passe a ser entendida como algo do cotidiano. “Não acho que todos têm essa consciência, as pessoas não têm o entendimento de que são sujeitos de direitos que praticam política em todos os momentos e a potência disso para a melhoria da sua qualidade de vida”, opina Rachel Barros, do programa da FASE no Rio de Janeiro.

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(Foto: Reprodução Canal Saúde)

Clarice Chacon, advogada e historiadora, explica como o desencanto com a esfera política tradicional e as instâncias partidárias interferem nesse processo de tomada de consciência.  Ela ressalta a importância da ocupação de espaços para além dos institucionais e apresenta algumas alternativas a esse modelo. “É possível que as pessoas ocupem outros espaços de organização, como movimentos sociais, de base, de luta pela moradia, entre outros”, diz.

Nesse contexto, os meios de comunicação desempenham um papel decisivo no que diz respeito ao desencantamento em relação à política. “A gente tem uma mídia hegemônica que centraliza boa parte das informações e para a gente se contrapor a isso é preciso construir outras redes de comunicação alternativa”, opina Rachel.

Também foram convidados para o debate no programa o cientista político e pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa Júlio Aurélio, o  mobilizador da rede Meu Rio Rodrigo Arnaiz e a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Juliana Cesário Alvin. A apresentação do programa é de Renato Faria.

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