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11/04/2016Direito à cidade

Todo apoio a Guilherme Boulos e ao MTST

FASE apoia o movimento que tem cumprido um papel importante ao denunciar as desigualdades das cidades brasileiras


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Protesto na periferia de SP. (Foto: MTST/Reprod)

A FASE – Solidariedade e Educação se solidariza com Guilherme Boulos, liderança nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que vem sofrendo intimidações por parte do PSDB e do DEM. Os partidos entraram com representação na Procuradoria da República pedindo a sua prisão por “formação de milícia privada e incitação ao crime”. Avaliamos que a situação se configura como um exemplo de criminalização da luta social de um movimento que luta por moradia, direito tão fundamental à vida. Boulos começou a sofrer com essas ameaças após se opor às ofensivas aos direitos por parte da direita e das elites do país, dizendo que o Brasil pegaria fogo com greves e ocupações.

Cabe destacar que Boulos, ao lado de muitos outros companheiros e companheiras, tem cumprido um papel importante ao denunciar as contradições do “Minha Casa, Minha Vida”. O MTST afirma que o programa não resolveu o problema da habitação no país, mas sim favoreceu grandes construtoras. “Nossas cidades são verdadeiras máquinas de produzir sem-tetos”, disse certa vez Boulos em uma atividade organizada pela FASE e outras organizações e movimentos em Pernambuco.

Para ele, é preciso fazer o “enfrentamento dessa política de retirada de direitos, de austeridade e ajuste fiscal”. E, ao mesmo tempo, ter a percepção clara de que o enfrentamento a essa realidade, que prejudica em especial os mais pobres, não pode ser feito sem “um enfrentamento concomitante aos setores mais conservadores no país”.  A FASE reforça a necessidade de permanência na luta e na resistência a favor da democracia e contra os retrocessos.

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