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14/06/2017Direito à cidade

Vídeo apresenta a luta dos movimentos nas cidades

Organizado pelo Grupo Nacional de Assessoria da FASE e o programa da FASE em Pernambuco, em 2016, o vídeo mostra a luta diária pelo direito à cidade de militantes em territórios como Pará, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco


Rosilene Miliotti¹

Como resultado do Seminário Nacional “A luta popular urbana e os desafios da construção do bem viver e do direito à cidade”², organizado pelo Grupo Nacional de Assessoria da FASE e o programa da FASE em Pernambuco, em 2016, o vídeo mostra, a partir de entrevistas com os participantes, a luta diária pelo direito à cidade de militantes em territórios no Pará, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. 

“O que é direito à cidade?” é a pergunta que conduz os entrevistados. É preciso lembrar que a reivindicação por esse direito surgiu de lutas e conquistas políticas por direitos humanos. “Esse direito afirma uma cidade sem discriminação de gênero, idade, raça, etnia e orientação política e religiosa, preservando a memória e a identidade cultural de seus povos e grupos. Inclui ainda o direito à liberdade de reunião e organização, o respeito às minorias e aos imigrantes. Ou seja, o direito à cidade é mais do que ter uma casa. É ter acesso à cidade de forma plena, com respeito ao ser humano”, responde Joana Barros, assessora da FASE.

Sara Pereira, educadora do programa da FASE na Amazônia, problematiza dizendo que direito à cidade é estar em um espaço urbano com condições dignas de vida. O tema da superexploração do trabalho nas cidades foi trazida pelo advogado popular Luiz Fernando Vasconcelos, de Belo Horizonte. Inúmeras questões foram surgindo a partir da realidade de cada entrevistado.

A questão das cidades privatizadas e a violência em favelas e periferias foi levantada por Rachel Barros, educadora do programa da FASE no Rio de Janeiro. A condição da mulher negra também foi abordada por Monica Oliveira, da FASE em Pernambuco, pela jornalista Sabrina Duran, de São Paulo, e por Ana Caminha, de Salvador.

[1] Jornalista da FASE.

[2] Com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.

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