“Estamos vivendo uma situação complicada, porque começaram a colheita na semana passada, e com a poeira da soja começa a irritação na garganta, dor de cabeça. E aqui tem bastante criança. Na hora que estava colhendo aqui perto de casa, tinha até um bebezinho que começou a espirrar. É uma situação complicada para gente aqui. Tem muitos idosos que sofrem com isso!”, relata uma das moradoras.

Em dezembro de 2020, o relatório publicado pela FASE e pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos Mato Grosso, “Agrotóxicos e Violação de Direitos Humanos: comunidades rurais pulverizadas em MT”, já denunciava o avanço do agronegócio, o plantio de monocultivos no Pantanal Matogrossense e os impactos do uso desses produtos sobre as comunidades quilombolas e tradicionais da região.

Há tempos, as comunidades, através da Campanha e de outras organizações, denunciam o não cumprimento da lei que estabelece 90 metros de distância mínima entre a área pulverizada e comunidades, fonte de água e outros, aumentando os impactos sobre a saúde das pessoas.