Fase Espírito Santo

Desde o final dos anos 90 o programa da FASE no Espírito Santo (ES) atua junto a diferentes povos tradicionais no estado. Tendo como prioridade o fortalecimento de suas organizações representativas para a defesa e proteção de seus direitos e territórios ameaçados e violados pelos grandes projetos industriais que determinam o sentido mais geral das políticas de desenvolvimento regional, bem como suas zonas de sacrifício.

Foto: Campanha Antipetroleira Nem Um Poço a Mais / FASE ES

No Espírito Santo, a FASE tem longa experiência de trabalho junto aos povos tradicionais afetados pela monocultura em larga escala de eucalipto de rápido crescimento, localizados ao norte do estado. Nutre-se de aprendizagens a partir de experiências concretas, tendo colaborado significativamente com a reconquista do Território Indígena Tupiniquim e Guarani (2007), com a coordenação da Escola Quilombola (2004-2010)  e constituição da Comissão Quilombola do Sapê do Norte (2005), com a articulação da Rede Deserto Verde e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental e com a Campanha pela regularização dos territórios tradicionais de pesca artesanal (2013).

Desde 2010, a FASE ES é conselheira do CONSEA-ES, incidindo também no Conselho Estadual de Direitos Humanos, em parceria com organizações representativas dos povos tradicionais, movimentos sociais, organizações não governamentais e gestores públicos.

Hoje, a FASE ES é uma das articuladoras da Campanha Nem Um Poço a Mais,  junto a ativistas antipetroleiros e representantes de grupos e comunidades tradicionais impactados pela indústria petroleira e petroquímica. A Campanha propõe ações frente aos crescentes impactos da expansão petroleira sobre territórios terrestres e marinhos.

A FASE ES atua principalmente fortalecendo os processos de educação e participação política. Desenvolve metodologias de educação popular, de base familiar e comunitária, voltadas para diferentes gerações, letradas e não letradas, valorizando o saber tradicional e sua transmissão.

Promove espaços pedagógicos de estudo e reflexão, momentos de fala e escuta e de construção discursiva. Dissemina práticas democráticas e participativas, produz material didático, organiza e disponibiliza acervo.

Apoia iniciativas locais e fortalece grupos de mulheres. Ao mesmo tempo: realiza pesquisas e diagnoses, produz textos (cartilhas, livros, almanaques, artigos, manifestos, jornais, boletins) e audiovisual (vídeos, registros fotográficos, programas de rádio).

Articula redes de incidência e visibilidade política participando de redes e fóruns como: Rede Alerta Contra o Deserto Verde ES, Fórum Capixaba de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida,  Rede Brasileira de Justiça Ambiental, Rede Oilwatch e Rede Latino-americana contra Monocultivos de Árvores (Recoma). 

 

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