Laura Motta
24/08/2026 12:00
Quem vive nos territórios precisa ter voz, espaço e autonomia para contar suas próprias histórias. É a partir dessa perspectiva que nasce o Jornal Barcarena Livre, uma publicação da FASE Amazônia e do Grupo de Estudos e Pesquisa Sociedade, Território e Resistências na Amazônia (GESTERRA/UFPA), com apoio da Ação pela Solidariedade Mundial (ASW) e do Comitê Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento (CCFD).
A publicação nasce como uma iniciativa de comunicação voltada a dar visibilidade às realidades, aos desafios e às resistências construídas pelas comunidades de Barcarena, no Pará. Em um território marcado por megaempreendimentos e por profundas transformações socioambientais, o jornal busca colocar em circulação as vozes de comunidades, organizações e sujeitos que vivem e lutam no território, dando visibilidade às suas experiências, denúncias, conhecimentos e estratégias de organização. Mais do que informar, a publicação pretende contribuir para que essas histórias sejam reconhecidas e para que os debates sobre o futuro da região não sejam conduzidos apenas pelas narrativas dos grandes projetos e interesses econômicos.
A parceria entre a FASE Amazônia e o GESTERRA/UFPA também aproxima a produção acadêmica das experiências e conhecimentos construídos nos territórios e cria um espaço para compartilhar informações, relatos e reflexões sobre as dinâmicas que atravessam Barcarena e seus impactos sobre as comunidades, além de destacar iniciativas de organização e defesa dos direitos.
Com o apoio da ASW e do CCFD, o Jornal Barcarena Livre também se soma às estratégias de comunicação e mobilização voltadas à promoção da justiça socioambiental e à defesa dos modos de vida de povos e populações amazônicas.
Em Barcarena, onde os impactos de grandes projetos se fazem sentir sobre os territórios, a comunicação popular é também uma forma de resistência. O Barcarena Livre se soma, assim, às vozes que denunciam injustiças, defendem os bens comuns e afirmam que nenhum projeto de desenvolvimento pode estar acima dos direitos das pessoas e dos territórios.
Leia o material na íntegra na Biblioteca da FASE.
*Comunicadora da FASE
