Quem Somos

A FASE – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – foi fundada em 1961. É uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que atua hoje em seis estados brasileiros e tem sua sede nacional no Rio de Janeiro. Desde suas origens, esteve comprometida com o trabalho de organização e desenvolvimento local, comunitário e associativo.

Ao longo da década de 60, a FASE lançou as bases de um trabalho ligado ao associativismo e ao cooperativismo, mas o golpe de 64 fez com que estes rumos tivessem de ser redefinidos. A resistência à ditadura e a formação das oposições sindicais e dos movimentos comunitários de base passaram a ser o foco principal da entidade.

Reunião com grupos sindicais de Maniçoba, Guaranhuns (PE), em 1976. (Arquivo/FASE)

Na década de 70, apoiou o movimento de organização social que enfrentou a carestia, o trabalho infantil e as desigualdades econômicas e sociais. Teve grande presença junto ao campesinato no norte do Brasil, junto aos trabalhadores rurais do nordeste, aos trabalhadores da construção civil e das indústrias metalúrgicas do sudeste e aos movimentos de associações de moradores de norte a sul do país. Formando centenas de lideranças pelo Brasil e apoiando-as em suas reivindicações, a FASE chegou aos anos 80 participando de todo o processo que levou à anistia, à constituinte e às eleições diretas.

Para aprofundar a transição democrática, ao longo da segunda metade dos anos 80 e nos anos 90, a FASE desenvolveu ferramentas e metodologias educativas voltadas para o controle popular e a participação da cidadania no âmbito das questões urbanas e rurais. O tema do desenvolvimento social e ambientalmente sustentável, a luta porões afirmativas para mulheres, população negra  e povos indígenas, bem como, a ação de exigibilidade em Direitos Econômicos, Sociais, e Culturais e Ambientais, vêm marcando a sua atuação no quadro de luta contra as desigualdades desde então.

Desde  o princípio do século XXI, a FASE se lançou na atuação local, nacional e internacional com vistas a integrar redes, fóruns e plataformas, sempre visando derrotar as políticas de caráter neoliberal. No campo da promoção de princípios e da produção de conhecimento, a FASE realiza convênios com órgãos públicos, monitora projetos e faz parcerias com universidades. Os resultados destas ligações podem ser vistos em dezenas de publicações, na revista periódica Proposta, editada há mais de 45 anos, e em seminários, cursos, palestras e campanhas.

 

LINHA DO TEMPO

Anos 1960

A FASE está comprometida desde sua origem com o trabalho de organização e desenvolvimento local, comunitário e associativo, que teve suas bases construídas ao longo da década de 1960. Mas o golpe militar de 1964 fez com que estes rumos tivessem de ser redefinidos. A resistência à ditadura, aliada à formação das oposições sindicais e dos movimentos comunitários de base passaram a ser o foco principal da entidade.

Anos 1970

Na década de 1970, apoiou o movimento de organização social que enfrentou a carestia, o trabalho infantil e as desigualdades econômicas e sociais. Teve grande presença junto aos camponeses no norte do Brasil, junto aos trabalhadores rurais do Nordeste, aos trabalhadores da construção civil e das indústrias metalúrgicas do Sudeste e aos movimentos de associações de moradores de norte a sul do país. A FASE formou centenas de lideranças pelo Brasil, dando apoio às suas reivindicações. Apesar da repressão, as então chamadas “entidades de apoio” atuaram na resistência democrática. As denominadas “entidades de apoio” (embrião de algumas das ONGs atuais), ligadas às igrejas, acolhem no período militantes de esquerda cristãos e marxistas. A FASE teve uma importante atuação, nestas décadas, na reorganização dos movimentos sociais, destacando-se no papel de articulação dos setores políticos.

Anos 1980

Nos anos de 1980, a FASE participou de todo o processo de luta e pressão popular que levou à Anistia, à Constituinte e à volta das eleições diretas para presidente, 29 anos depois.  A FASE já denunciava o modelo de desenvolvimento baseado na industrialização acelerada, na internacionalização da economia, na concentração fundiária, na urbanização explosiva. Dizia que os trabalhadores e as trabalhadoras foram excluídos dos ganhos do crescimento econômico e agora eram vítimas da crise.

Anos 1990

Ao longo dos anos 1990, a FASE desenvolveu ferramentas e metodologias educativas voltadas para o controle e a gestão popular e a participação em políticas públicas de garantia  da cidadania, no âmbito das questões urbanas e rurais. O tema do desenvolvimento social e ambientalmente sustentável, a luta pela ação afirmativa de movimentos sociais de mulheres, afrodescendentes e indígenas, bem como as ações para exigir o cumprimento dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, marcam a atuação da FASE na luta contra as desigualdades. No início dos anos 1990, começam a prevalecer os temas da cidadania e das políticas públicas sobre a ênfase na problemática dos sujeitos e da transformação social, que caracterizava o período anterior. Nesse período, ONGs e setores da esquerda embarcam de forma acrítica no discurso da globalização, do fim dos Estados, etc.

Inaugura-se um período de intensa disputa sobre o significado das ONGs: tem lugar a fundação da ABONG. Percebíamos o avanço do neoliberalismo e a necessidade de nos contrapormos a ele. No campo das ONGs, o discurso anti-Estado (herdado da luta contra a ditadura) e a idealização da Sociedade Civil abrem brechas para o avanço do neoliberalismo.

A FASE teve uma participação destacada nas iniciativas da sociedade civil na Rio-92, questionando o desenvolvimento e debatendo temas centrais como meio ambiente e desenvolvimento, cooperação, biodiversidade e sociodiversidade, etc.

Anos 2000

Já nos anos 2000, a FASE se lançou na atuação local, nacional e internacional, integrando redes, fóruns e plataformas, sempre em oposição a políticas de caráter neoliberal. No campo da promoção de princípios e da produção de conhecimento, realizamos convênios com órgãos públicos, monitoramos projetos e fizemos parcerias com universidades. Os resultados destas ligações podem ser vistos em dezenas de publicações, como na revista Proposta, editada há mais de 40  anos, e em seminários, cursos, palestras e campanhas.

 

Na passagem para o século XXI, a FASE se engaja nas primeiras edições do Fórum Social Mundial, como mais uma expressão dos crescentes movimentos de oposição à globalização neoliberal; e a partir do  período inaugurado com a eleição de Lula à presidência da república, em 2002,  atua para a ampliação do espaço institucional para a participação ativa da sociedade civil  sobre as políticas públicas, pressão por ganhos reais pelos setores populares e por reformas estruturais efetivas, muitas delas não concretizadas.

Anos 2010 em diante

Nos anos 2010, a FASE chega aos 50 anos com uma história contínua, e numa situação de inequívoca solidez institucional. A trajetória da organização foi marcada por várias metamorfoses e mudanças mais ou menos radicais dos paradigmas para a sua atuação, “sobretudo, em termos de ideários norteadores de sua ação, de alianças e de posições assumidas no campo político e no espaço público brasileiro que também se transformava”, como assinalam Tatiana Dahmer Pereira e Leilah Landim, presidenta e vice-Presidenta do Conselho Deliberativo da FASE, no livro““Pensar com os outros – 50 anos de FASE: Trajetórias de uma organização da sociedade civil brasileira” (disponível para leitura aqui).

Atualmente, a FASE procura adequar-se às novas circunstâncias de desmonte das políticas públicas, da legislação ambiental, do sistema de proteção social, dos direitos dos trabalhadores, dos direitos territoriais, entre outros. A radicalização desse processo, a resiliência da FASE e sua capacidade de contribuir para o fortalecimento da resistência dos grupos com que trabalha está sendo mais uma vez posta à prova neste momento que comemoramos nossos 60 anos de existência.

Video comemorativo - 50 anos da fase

MISSÃO E OBJETIVOS:

Missão

Contribuir para a construção de uma sociedade democrática e atuante em favor de alternativas ao atual modelo de desenvolvimento, buscando sempre por justiça ambiental e universalização de direitos sociais, econômicos, culturais, civis e políticos como condições iniciais para a inclusão de grande parte da população brasileira ainda em condições de desigualdade.

Objetivo

Avançar na construção de um campo político crítico ao projeto desenvolvimentista dominante, contribuindo para a disputa coletiva por um Brasil fundado na democracia substantiva e na sustentabilidade socioambiental. Só a mobilização social e política da sociedade brasileira é condição e meio para a garantia e o fortalecimento dos direitos humanos, de uma nova agenda de proposição de alternativas ao modelo de desenvolvimento, das políticas públicas, por meio de novas práticas de controle e da  participação social para a melhora de vida da maioria da população.

Causas

O plano trienal 2014-2016 organiza a atuação da FASE a partir de quatro grandes causas visando maior integração entre as equipes de trabalho e uma leitura mais global das questões e impasses gerados pelo modelo de desenvolvimento adotado no Brasil. São elas: Direito à Cidade com Justiça Socioambiental; Promoção da Soberania, da Segurança Alimentar e Nutricional e da Agroecologia; Promoção da Justiça Ambiental, defesa dos Bens Comuns e dos direitos territoriais; e Organização de mulheres como sujeitos de direitos.

ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO:

Para cumprir seus objetivos e causas, a FASE conta com um Grupo Nacional de Assessoria (GNA) e seis programas regionais: Amazônia, BahiaEspírito SantoMato GrossoPernambuco e Rio de Janeiro. A organização procura ainda fortalecer as lutas sociais por meio de fundos de apoio: o Serviço de Análise e Assessoria a Projetos (SAAP) e o Fundo DEMA.

A Direção Executiva (DIREX) é uma instância decisória de gestão executiva e política. Além dela, conforme o Estatuto e o Regimento Interno, a Assembleia Geral e o Conselho Deliberativo também são instâncias de decisão. A FASE conta ainda com a Coordenação Executiva Nacional (CEN), instância consultiva e espaço privilegiado de debates sobre as diretrizes do trabalho da organização.

Clique aqui e confira o organograma da FASE

Abaixo, conheça os integrantes do Conselhos Deliberativo, do Conselho Fiscal, o grupo de Associados da FASE, e quem compõe a CEN:

CONSELHO DELIBERATIVO

  • Tatiana Dahmer Pereira Presidente

  • Leilah Landim Assumpção Vice-Presidente

  • André Pacheco Teixeira Mendes 1º Secretário

  • Leila De Andrade Linhares Barsted 2ª Secretária

  • Fátima Vianna Melo 3ª Secretária

  • Adhemar Dos Santos Mineiro Renato Sergio Maluf José Sergio Leite Lopes Generosa De Oliveira Silva Suplente

CONSELHO FISCAL

  • Carlos Bernardo Vainer Jorge Vicente Muñoz Ricardo Gouveia Correa Titular

  • Paulo Frederico Petersen Suplente

ASSOCIADOS

  • Ana Toni Benedito Roberto Barbosa Breno M. Bringel Cândido Grzybowski Humberto Santos Palmeira Isabel Cristina Da Costa Cardoso Yves Do Amaral Lesbaupin Liszt Benjamin Vieira Lúcia Maria Xavier De Castro Paulo Pena Schutz Silvio Caccia Bava Vanessa Schottz Rodrigues

Diretoria executiva

  • Letícia Rangel Tura Diretora Executiva Nacional

  • Evanildo Barbosa da Silva Diretor Executivo Adjunto

Coordenação Executiva Nacional (CEN)

  • Claudio Nogueira Coordenador de Comunicação

  • Marcia Brito Gerente Administrativo e Financeiro

  • Rosana Carvalho Assessora da UNIP

  • Maureen Santos Coordenadora do Grupo Nacional de Assessoria (GNA)

  • Taciana Gouveia Coordenadora do SAAP

  • José Guilherme Carvalho Coordenador FASE Amazônia

  • Rosélia Melo Coordenadora FASE Bahia

  • Marcelo Calazans Coordenador FASE Espírito Santo

  • Fátima de Moura (Cidinha) Coordenadora FASE Mato Grosso

  • Luiza de Marillac Coordenadora FASE Pernambuco

  • Aércio Barbosa de Oliveira Coordenador FASE Rio de Janeiro