Marcelo Calazans, coordenador do programa da FASE no Espírito Santo, foi um dos participantes do debate sobre “Certificação Sustentável e Comércio Verde”, realizado pelo Grupo Carta de Belém (GCB). A atividade contou com a mediação de Bárbara Loureiro, militante do Movimento dos Sem Terra (MST), também estiveram presentes Camila Moreno, integrante do GCB, e Thomas Fatheuer, da Rede Cooperação Brasil (Kobra). O objetivo foi discutir a temática a partir de acontecimentos da nossa história.

O que é uma floresta? Marcelo partiu desta definição e de como a floresta está atribuída ao mercado para iniciar sua fala. Ele ressaltou como esse sistema (de certificação sustentável e comércio verde) e só é necessário quando a palavra perde o seu valor, é instável e entende como “sustentável” as emissões de carbono, fazendo uma conta que só favorece as grandes corporações.

Por fim, pontou como a economia é um ciclo vicioso em que quanto mais carbono se extrai, mais se fala sobre esse projeto de compensação. “Ao mesmo tempo em que tem metas de redução de 37%, até 2045, e 43%, até 2030, o Brasil está produzindo 3,8 milhões de barris de petróleo por dia. Desses, 97%  através do pré-sal. Por alto, sabe-se que um barril de petróleo queimado gera 500 kg de carbono, então você imagina… A economia verdade veio para radicalizar a economia de carbono”.

“Já passamos da hora de mostrar como que a economia verde depende de frações da sociedade civil que a legitimem junto aos estados e às corporações, como estas parcelas são as mesmas que estão com as certificadoras nos processos de financeirização e, de alguma forma, disputando territórios para que estas políticas se estabeleçam”, finalizou.