Gabriela Polydoro
10/03/2026 14:08
O evento foi fundamental para a elaboração da nova Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e para a escolha de novos conselheiros e conselheiras para a gestão do Conselho das Cidades (ConCidades), que foi criado pela Lei Municipal nº 6.013/2007, com o objetivo de contribuir na formulação de políticas municipais voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável. “Esse é um momento importante na história da política nacional de desenvolvimento urbano, principalmente porque estamos passando por um processo de retrocesso da política nacional. E isso fez também, no governo passado, fez com que fosse extinto também o Ministério das Cidades. Isso refletiu em vários problemas também nas políticas estruturais. Inclusive influenciou que a gente não realizássemos por 13 anos a Conferência Nacional. Com isso, nós estamos aqui participando, como delegados também, representando o segmento de ONGs, e reafirmando também essa posição da FASE, com esse compromisso de pautar uma política que se aproxime mais também, da garantia dos nossos direitos, reafirmando a democracia, a população popular, e também na busca de cidades mais justa”, afirmou Yuri Rodrigues, educador da FASE Amazônia.
A FASE esteve presente nos grupos temáticos de saneamento, e no grupo temático que avaliou as propostas na área de sustentabilidade ambiental com a participação de Aercio B de Oliveira, coordenador da FASE RJ, Clara de Lima, educadora da FASE RJ e Yuri Rodrigues. “Foi uma oportunidade para a gente expressar o quanto é importante conjugar essas duas agendas. A de infraestrutura urbana no caso prioridade para saneamento combinado à agenda de sustentabilidade ambiental. Além da construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, dos debates feitos nos grupos, foi o momento também de eleger as representações para o novo Conselho, para a nova gestão deste Conselho”, comenta Aercio.
No processo eleitoral destinado às organizações da sociedade civil, que contou com a participação de cerca de 100 entidades, a FASE foi reeleita para integrar o ConCidades, ao lado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento Rubião, Instituto Pólis, Instituto de Estudos Socioeconômicos, CEDES, Ceará Periferia, CENDHEC e Habitat para a Humanidade Brasil. “Sabemos das limitações dos conselhos setoriais, inclusive do ConCidade. No entanto, avaliamos que é um instrumento importante, pode ser muito poderoso para construir políticas públicas urbanas, para monitorar essas políticas. Portanto, fazer uma avaliação e buscar o melhor funcionamento do conselho, que ele tenha uma dinâmica capaz de absorver, dialogar com o que acontece nas cidades urbanas e periurbanas brasileiras é muito importante”, explica Aercio.
*Estagiária de Comunicação sob supervisão de Isabelle Rodrigues


