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18/03/2016Mato Grosso

Associação quilombola promove agroecologia

A Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acorquirim), em parceria com a FASE e com membros do Grupo de Intercâmbio e Agroecologia (Gias), recebeu equipamentos de informática que ajudarão na organização e planejamento das atividades de produção agroecológicas, além da elaboração de atividades de formação e conscientização dos habitantes


12525479_244420822566632_1025627286261786737_o (1)¹A Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acorquirim), luta em prol da preservação da cultura e tradição quilombola e, através da valorização de danças, músicas, histórias e práticas agroecológicas ancestrais, a comunidade conseguiu aprovar vários editais.

Em parceria com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) e com membros do Grupo de Intercâmbio e Agroecologia (Gias), a Acorquirim recebeu equipamentos de informática do Programa Ecoforte de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica. O equipamento ajudará na organização e planejamento das atividades de produção agroecológicas, além da elaboração de atividades de formação e conscientização dos habitantes.

Com foco no fortalecimento da organização produtiva e social de Ribeirão da Mutuca, Maria Renata Jesus, presidenta da Acorquirim, outros membros da associação, habitantes da comunidade e educadores da FASE planejaram as atividades dos próximos meses. Um dos pontos principais é o empoderamento de grupos de jovens e mulheres nos espaços de organização social para lutar contra o êxodo rural da juventude, problema recorrente nas comunidades e povos tradicionais.

Sandra Regina Gomes, educadora da FASE, explica que o equipamento também ajudará na realização das atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), realizadas pela instituição em cerca de 40 comunidades de sete municípios mato-grossenses.

11146317_244420582566656_1785160660136001766_oComemoração entre preocupações

No entanto, os participantes expressaram a preocupação com relação ao contexto político do país. Franciléia Paula de Castro, educadora da FASE, explica que as políticas de apoio à agricultura familiar e agroecológica, como a ATER, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a Política de Garantia de Preço Mínimo dos Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), entre outros, são frutos do diálogo entre movimentos sociais e um governo relativamente aberto a essas pautas. Porém, nos últimos meses, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) sofreu vários cortes, totalizando mais de R$ 1 bilhão. “Estamos preocupados com a evolução da situação política do país, pois apesar das dificuldades ainda enfrentadas, esses programas foram possíveis graças ao diálogo com o governo atual”, disse Franciléia.

Apesar da preocupação, o planejamento continuou com a informação de que a Acorquirim aprovou, com o apoio da FASE, um edital do Fundo Socioambiental Casa. O Fundo visa fortalecer capacidades das organizações comunitárias que trabalham em questões relacionadas à proteção ambiental, desenvolvimento de comunidades, fortalecimento institucional, energia renovável, proteção das águas, mulheres e jovens na defesa ambiental, entre outros.

[1] Texto publicado originalmente por Andrés Pasquis no site Gias

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