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30/09/2019Amazonia

Café Regional: nas ondas do rádio na Amazônia 2

Os programas do mês de setembro tiveram como tema a agroecologia, direitos territoriais, Convenção 169 e a Romaria do Bem Viver


O programa Café Regional, uma iniciativa do programa da FASE na Amazônia na Rádio Rural de Santarém (PA), com apoio do Greenpeace, vai ao ar todos os sábados, a partir de 8h05, na AM 710. O conteúdo é voltado aos povos da Amazônia e em defesa de seus territórios, mas também pode ser ouvido por aplicativo¹. A programação inclui música, informação, agenda de ações da sociedade civil, entrevistas e outros conteúdos. 

O tema do dia 7 de setembro foi agroecologia. Samis Vieira, educador do programa da FASE na Amazônia, explicou sobre a importância da agroecologia para o meio ambiente. O programa deu espaço ainda para falar sobre a “6ª Troca de Sementes e Sabores: Somos Guardiãs das Sementes Criolas”, que aconteceu na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A coordenadora da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra, Selma Ferreira, falou sobre o evento. Fechando a edição, o dia da Amazônia (05/09) foi lembrado. A data tem como objetivo conscientizar sobre a maior floresta do mundo e sobre a importância de sua biodiversidade. 

No dia 14 de setembro, um dos temas abordados foi a Formação em Direitos Territoriais para a Juventude do Pae Lago Grande. Para falar sobre o assunto, Sara Pereira, educadora do programa da FASE na Amazônia, foi convidada. O curso é uma parceria entre a Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista Gleba do Lago Grande (FEAGLE), Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares de Santarém (STTR),  Grupo Mãe Terra, Pastoral da Juventude e FASE. O programa também falou sobre o Fórum Social Panamazônico, conhecido como FOSPA. Dacilene Godim, do grupo de Defesa da Amazônia (GDA), foi a convidada para tratar do assunto.  Ainda nesta edição, Caetano Scannavino, do Saúde Alegria, Humberto Bulch, geneticista e pesquisador, e o cientista Antônio Nobre comentam sobre o “Seminário Amazônia Entrópica: Ciência, Agricultura e Floresta”.

A pauta do dia 21 foi a Convenção 169 e os Protocolos de Consulta, uma estratégias de resistências adotada pelas comunidades tradicionais na luta contra grandes empreendimentos. Foram ouvidos  Luis de Camões Boaventura, procurador do Ministério Publico Federal do Pará; Antonio Oliveira, presidente Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista Gleba do Lago Grande (FEAGLE); Lídia Matos, do quilombo urbano de Santarém; Auricelia Arapium, do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA). O programa ainda exaltou o trabalho da Brigada de Alter do Chão. 

No último sábado no mês, dia 28, o tema foi a “I Romaria do Bem Viver do PAE Lago Grande”. Atividade programada para novembro com o objetivo de divulgar os processos de luta visando organizar o PAE Lago Grande como território livre de mineração e potencializar os modos produtivos locais. Participaram do programa Sandrielem Corrêa Vieira, da comunidade de Coroca, Darlon Neres dos Santos, da Associação Comunitária Cabeceira do Marco, Rosenice dos Santos, secretária da Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista Gleba do Lago Grande (FEAGLE), e Thiago Rocha, educador do programa da FASE na Amazônia.

 

[1] Baixar o aplicativo da rádio ou acessar www.radioruraldesantarem.com.br.

 

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