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13/02/2020Justiça Ambiental

Copiando-se más ideias, repetem-se grandes desastres

Em nota, Rede Brasileira de Justiça Ambiental e o Fórum da Amazônia Oriental denunciam que governo repete modelo de exploração da Amazônia dos anos 1970


Em nota, Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) e o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)¹ denunciam que governo repete modelo de exploração da Amazônia dos anos 1970. “Amazônia – chega de lendas, vamos faturar”. Esta visão da Amazônia como uma “mina de ouro”, um “tesouro oferecendo lucros a quem queira enriquecer”, orientou os projetos da ditadura civil-militar para a região Norte nos anos 1970. A ideia de oferecer a Amazônia para os que querem “faturar” é hoje retomada pelo presente governo. No mapa do Brasil imaginado pelos publicitários do regime autoritário, pensava-se em substituir a diversidade de culturas, povos e modos de uso da floresta amazônica por bois, hidrelétricas e máquinas. Hoje, não é apenas Goebbels que os integrantes do governo copiam, mas também projetos do general Médici. Os resultados para a região já são conhecidos: concentração e grilagem de terras, desmatamento, poluição de rios, extermínio de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos; enriquecimento de poucos às custas dos direitos de muitos e da captura de terras públicas e de bens comuns.
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Fonte: Revista Veja edição 121, 30/12/1970, p. 19
[1] A FASE integra a RBJA e o FAOR

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