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26/10/2020Espírito Santo

Produção de energia alternativa é tema de curso da FASE no Espírito Santo

Tecnologias com biodigestor, fogão solar e bicimáquinas serão introduzidas e implementadas em comunidades capixabas. A iniciativa é da Campanha Nem Um Poço a Mais, da qual a FASE é parte


Rosilene Miliotti¹
 
Teve início no dia 19 de outubro, o primeiro curso de formação de agentes comunitários para transição energética. A atividade é realizada pelo programa da FASE no Espírito Santo, em parceria com a Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil, no âmbito da Campanha Nem Um Poço a Mais, e tem o apoio da Milliedefensie e Misereor. A atividade tem como objetivo ensinar diversas tecnologias alternativas que permitem pessoas e comunidades desenvolverem autonomia energética para não depender de megaestruturas e energias de alto impacto social e ambiental, contribuindo com a formação de Agentes Comunitários para a Transição Energética no estado. Entre as tecnologias que serão apresentadas nas aulas online estão o fogão à lenha eficiente, fogão solar, roda d’água artesanal, bicimáquinas, biodigestor e até carro movido a óleo de cozinha usado.
 
Print da primeira aula.

Fabíola Melca, educadora da FASE no Espírito Santo, ressalta que a atividade teve uma adesão maior do que se previa. “Foram mais de 1.900 inscrições de pessoas do Brasil todo, de alguns países da América Latina e da Europa, para acompanhar as seis aulas online”. As primeiras aulas tratam de algumas tecnologias de baixo custo que poderão ser replicadas na segunda etapa do curso. “Temos o propósito de seguir para uma segunda etapa onde nós vamos poder aprofundar em acompanhar as experiências de implantação dessas tecnologias em alguns territórios, com o apoio e o subsídio de material e técnico da equipe da FASE e de tutores do curso para que os participantes façam a implantação em seus territórios”. A proposta é chegar em comunidades camponesas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e pesqueiras em conflito com grandes empreendimentos energéticos e industriais.

 
Outra novidade para a segunda etapa é a criação de uma plataforma toda baseada em software livre, com outra lógica de fluxo cibernético e de segurança de dados. “Estamos criando um fórum especifico para que essa segunda etapa se dê também pela transição de tecnologias digitais livres e alternativas digitais aos softwares proprietários e inseguros que nós estamos utilizando. Os/as participante vão contar com esse espaço virtual onde poderão se conhecer e trocar ideias e experiências de forma mais segura. Nosso objetivo é que essa formação de agentes comunitários fortaleça uma rede pessoas que possam, geograficamente, realizar ações presenciais e semipresenciais e que possam  ser multiplicadoras dessas tecnologias”, explica Fabíola.
 
A educadora diz ainda que a equipe está muito animada e que os primeiros retornos estão sendo bons. “No primeiro dia de curso, reunimos ao vivo 400 pessoas”. Esse primeiro vídeo já conta com mais de 2.500 visualizações. As aulas ficarão disponíveis no canal do YouTube da Campanha Nem Um Poço a Mais.

 

[1] Jornalista da FASE.

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