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24/03/2021Justiça AmbientalMato Grosso

Famílias quilombolas denunciam contaminação por poeira tóxica durante colheita de soja no Pantanal

Moradores do quilombo Jejum, no município de Poconé, no Pantanal Matogrossense, relatam problemas de saúde como tosse e irritação na garganta após poeira da colheita de soja atingir suas casas. A área de plantio da monocultura fica localizada a menos de 10 metros da comunidade, o que é proibido. A denúncia será enviada ao Ministério Público do Mato Grosso.


“Estamos vivendo uma situação complicada, porque começaram a colheita na semana passada, e com a poeira da soja começa a irritação na garganta, dor de cabeça. E aqui tem bastante criança. Na hora que estava colhendo aqui perto de casa, tinha até um bebezinho que começou a espirrar. É uma situação complicada para gente aqui. Tem muitos idosos que sofrem com isso!”, relata uma das moradoras.

Em dezembro de 2020, o relatório publicado pela FASE e pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos Mato Grosso, “Agrotóxicos e Violação de Direitos Humanos: comunidades rurais pulverizadas em MT”, já denunciava o avanço do agronegócio, o plantio de monocultivos no Pantanal Matogrossense e os impactos do uso desses produtos sobre as comunidades quilombolas e tradicionais da região.

Há tempos, as comunidades, através da Campanha e de outras organizações, denunciam o não cumprimento da lei que estabelece 90 metros de distância mínima entre a área pulverizada e comunidades, fonte de água e outros, aumentando os impactos sobre a saúde das pessoas.

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