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29/04/2016Mato Grosso

Mulheres pantaneiras realizam intercâmbio em agroextrativismo

Intercâmbio em Agroextrativismo e Comercialização de Produtos envolveu 45 mulheres da Associação das Mulheres Agricultoras Familiares Araras do Pantanal (Amafap) no Mato Grosso


(Foto: Sandra Regina Gomes/FASE)
(Foto: Sandra Regina Gomes/FASE)

Fortalecer práticas agroecológicas e extrativistas contribuindo com o empoderamento dos grupos de mulheres. Esse foi o objetivo do Intercâmbio em Agroextrativismo e Comercialização de Produtos¹, do qual participaram 45 mulheres da Associação das Mulheres Agricultoras Familiares Araras do Pantanal (Amafap) na sede do Centro de Tecnologia Alternativa (CTA) em Pontes e Lacerda, município de Mato Grosso. O evento foi organizado pela Amafap, pelo CTA e pela FASE.

Com recursos dos Fundos Socioambientais Casa e Caixa, o intercâmbio aconteceu nos dia 20 e 21 de abril, procurando melhorar o aproveitamento dos recursos do Cerrado através do fortalecimento de práticas agroecológicas e extrativistas, aumentando assim a renda das famílias da associação. Para isso, as mulheres se beneficiaram da experiência de Maria de Lourdes Mourão Prado e de seu companheiro, Manoel Batista do Prado, agricultores técnicos do CTA, que acolheram as participantes no Sitio Flor do Prado, onde moram e praticam a agroecologia.

Sandra Regina Gomes, educadora da FASE no Mato Grosso, explica que esses intercâmbios são muito importantes, já que eles ajudam a entender as necessidades de cada comunidade, planejando de maneira participativa as ações futuras, por meio de uma troca de conhecimentos entre técnicos e agricultoras. “Nós, da FASE, fornecemos apoio e ao mesmo tempo aprendemos. Somos todos professores e alunos, com o objetivo de fortalecer as mulheres, as famílias, a agricultura familiar e a agroecologia”, disse.

(Foto: Sandra Regina Gomes/FASE)
(Foto: Sandra Regina Gomes/FASE)

Com o apoio e orientação dos técnicos presentes, as mulheres da Amafap participaram da elaboração de um estudo de viabilidade econômica e de um planejamento de produção, que serviram de base para programar as próximas atividades a serem desenvolvidas, sempre em função da realidade e necessidades da Associação. Nesse sentido, o assentamento Sadia, onde a sede da Associação está localizada, acolherá quatro oficinas cujo objetivo será estudar os frutos da região, que do Cerrado e do Pantanal e seu aproveitamento, participar de uma formação em agroecologia e diagnosticar as potencialidades da comunidade, entre outros. “Enquanto isso, vamos colocar em prática tudo o que vivenciamos aqui no CTA e no sítio Flor do Prado. Produzir para comer, vender e preservar”, disse Jovanice Martins de Miranda, 55 anos, moradora do assentamento.

A Amafap, o programa da FASE no Mato Grosso e o CTA são membros do Grupo de Intercâmbio em Agroecologia (Gias), uma rede de cerca de 40 organizações cujo objetivo é alertar a sociedade mato-grossense sobre as ameaças representadas pelo agronegócio, demostrando que outro sistema social, ambiental e economicamente justo é possível: a agroecologia.

[1] Edição de texto originalmente publicado no site do Grupo de Intercâmbio em Agroecologia (Gias).

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