O II Módulo do Programa de Formação Multiplicadores e Multiplicadoras em Agroecologia foi realizado no Projeto de Assentamento Agroextrativista PAE Lago Grande, na comunidade Terra Preta dos Viana, Santarém Pará. O programa envolveu a participação de 24 agroextrativista.

O encontro foi promovido pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE, em parceria com a Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da Gleba Lago Grande – FEAGLE, Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém – STTR e o Grupo Mãe Terra, através do Projeto Amazônia Agroecológica, que tem como objetivo, promover a implantação de iniciativas agroecológicas como quintais produtivos, viveiros de mudas e apoio aos circuitos de comercialização, além de gerar renda às comunidades para recuperação e conservação da floresta com apoio do Fundo Amazônia.

“Foi um espaço muito rico de debates, troca de saberes e construção de novos conhecimentos entre agricultores e agricultoras, tendo como elemento central o debate da agroecologia como estratégia de resistência e reprodução social das comunidades articulada na luta pela Defesa do Território”, afirma o educador Samis Vieira de Brito da FASE Amazônia.

 

24 agroextrativistas participaram do Programa de Formação de Multiplicadores e Multiplicadoras em Agroecologia.

 

Além disso’ foi realizado um intercâmbio numa unidade produtiva familiar para conhecer uma iniciativa de agrofloresta, implantada em área de capoeira sem o uso do fogo. O objetivo foi estimular os agricultores e agricultoras a refletirem sobre seus modos de cultivar a terra, por meio de práticas agroecológicas, que contribuam para o aumento da diversificação produtiva, o uso sustentável do solo e a segurança alimentar como estímulo a geração de renda.

Por fim, foi realizada uma “Feira de Sementes, Mudas e Manivas” trazendo o debate sobre a importância das comunidades e povos tradicionais no resgate, conservação, partilha e multiplicação dessas variedades para manutenção da agrobiodiversidade.

 

 

A moradora da comunidade de Nazário, Eliana da Silva Batista falou sobre a experiência. “Estamos aqui porque acreditamos nesse projeto e queremos modificar nosso modo de ser, mudar a alimentação pra a nossa comunidade. Estou gostando e conhecendo pessoas e novos modos de fazer”, destaca. “Esse curso veio me fortalecer cada vez ais o conhecimento para resgatar a nossa comunidade e temos como contrapor o agronegócio”, afirma.

Janete de Souza Branco. da comunidade Terra Preta dos Viana comenta sobre a diferença que esse curso faz para as comunidades da região. “Esse programa vem trazendo muito resultado para a nossa comunidade e outras vizinhas que é mostrar o desenvolvimento da agroecologia. Estamos com uma área com plantio de banana, macaxeira, andiroba, e esperamos que muitas outras árvores frutíferas vão trazer renda para nossa comunidade e nossas famílias”, comemora. “O que mais é importante para nós é que são produtos naturais, sem agrotóxico, que você pode comer sem trazer dano algum”, conclui ela.