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16/11/2016Espírito Santo

Campanha “Nem um Poço a Mais!” realiza seminário no Espírito Santo

De 17 a 21 de novembro, a Campanha realiza o seminário com giro por alguns dos territórios em conflito com o complexo petroleiro da região. Para Marcelo Calazans, coordenador do programa da FASE no estado, o encontro é importante por agregar lutas locais e sujeitos mais diversos do campo, das florestas, do mar e das cidades


2Por todo Brasil, a expansão desenfreada de novos poços de extração, dutos, terminais, tanques de armazenamento, portos e da indústria petroquímica viola territórios e povos tradicionais, contamina as cidades e suas periferias e ao longo de 2016, a Campanha¹ realizou uma série de encontros e intercâmbios nas regiões norte, sul e metropolitana do Espírito Santo reunindo quilombolas, agricultores familiares, militantes, organizações locais e movimentos sociais com foco na defesa dos direitos humanos e da natureza para mostrar os impactos dessa atividade.

A “Campanha Nem um Poço a Mais!” propõe uma crítica ao capitalismo petroleiro. Marcelo Calazans, coordenador do programa da FASE no Espírito Santo, diz que este é o único movimento nacional que busca enfrentar a expansão da indústria petroleira e seus impactos sobre os territórios naturais e mentais. “A campanha está articulada em redes e fóruns nacionais como Rede Brasileira de Justiça Ambiental e critica de forma radical e intransigente os efeitos dos usos do petróleo no aquecimento global e no racismo ambiental. O seminário tem importância ímpar no atual cenário da sociedade brasileira”.

Sobre a programação

Os giros pelos territórios, no dia 17 e 18, serão uma prévia do seminário que está marcado para os dias 19 e 20. O roteiro inclui as regiões de Cacimbas, Degredo e Regência, no município de Linhares e Barra do Riacho, em Aracruz, áreas ao norte do estado e que concentram um conjunto diverso e significativo de projetos e operações petroleiras e alguns de seus principais conflitos. Além da alteração do modo de vida local, a exploração de petróleo representa sério risco à saúde e a vida da comunidade.

Regência será a última parada. A vila está marcada pela chegada da lama tóxica da Samarco / Vale / BHP no rio Doce, e lá os participantes vão poder conversar com ribeirinhos, conhecer os impactos e se solidarizar com as lutas. 0 giro se encerra em Vitória, com uma sessão do Cineclube Anti-petroleiro, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Saiba mais em https://areaslivresdepetroleo.wordpress.com/

[1] O conteúdo deste artigo é de nossa responsabilidade exclusiva, não podendo, em caso algum, considerar que reflita a posição da UE.

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