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11/03/2019Mulheres

Em Belém, ato de 8 de março é marcado por Banquetaço

Além de reivindicar a igualdade de gênero e o fim da violência contra as mulheres, a frente feminista local foi às ruas para lutar, também, em favor do Consea


Élida Galvão¹

(Foto: Fundo Dema)

Iniciado em frente ao Mercado de São Brás, em Belém (PA), o Ato Pela Vida Das Mulheres: Resistiremos com Soberania Alimentar, realizado no Dia Internacional da Mulher, foi marcado por um Banquetaço² com uma mesa, de cerca de 15 metros, repleta de alimentos agroecológicos produzidos por comunidades extrativistas e quilombolas, distribuídos gratuitamente à população.

Além de reivindicar a igualdade de gênero e o fim de todas as formas de violência contra a mulher, a frente feminista local foi às ruas para lutar, também, em favor do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), extinto pelo atual governo, e pela aprovação, no plenário da Câmara, da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara), contrária ao Pacote do Veneno na agricultura, para a proteção da saúde coletiva e ambiental.

Uma diversidade de alimentos regionais foi vista no Banquetaço. Pupunha, bolinho de piracuí, bolos de frutas regionais, suco de cupuaçu, macaxeira, e até mesmo a farinha d’água estava na mesa. Durante o Banquetaço, centenas de pessoas foram alimentadas com comida de verdade, produzida sem o uso de agrotóxicos. 

(Foto: FASE Amazônia)

Agroextrativista da comunidade Pirocaba, localizada na região do Baixo Tocantins, Daniela Araújo considera que a junção do Dia Internacional da Mulher ao movimento Banquetaço foi importante para visibilizar o papel da mulher na agricultura familiar e na luta em defesa dos territórios. “Uma causa soma com a outra. Os alimentos, em sua maioria, são produzidos por mulheres do campo e são cultivados de forma agroecológica. E também destaco a defesa do território, pois se eu não tenho onde plantar, não tenho como produzir o que pode me alimentar”, diz Daniela.

Entre as organizações e membros da sociedade civil envolvidos no ato estiveram a FASE  e o Fundo Dema; docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade da Amazônia (UNAMA); associações de comunidades quilombolas e agroextrativistas; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá; Rede Amazônia de Cultura Alimentar; Toró Gastronomia Sustentável; Movimento Slow Food Brasil; Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do estado do Pará (FETAGRI-PA).   

[1] Matéria publicada originalmente no site do Fundo Dema.

[2] Movimento político suprapartidário de mobilização contra os retrocessos vinculados à alimentação saudável e nutritiva.

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