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20/08/2021Direitos HumanosMovimentos SociaisPará

FASE Convida conecta floresta e cidade no incentivo à comunicação comunitária

Encontro virtual debateu experiências nos territórios e celebrou os dois anos do programa Café Regional, do Pará, apoiado pela FASE Amazônia


Alcindo Batista¹

A comunicação comunitária foi tema da última edição do FASE Convida, que também teve comemoração de aniversário. O debate amplificou a voz de duas iniciativas: o programa de rádio Café Regional, apoiado pela FASE na Amazônia, e que acaba de completar dois anos no ar, e o podcast Manda Notícias, do Capão Redondo, uma das muitas periferias de São Paulo. 

 

 

“Ações necessárias, ainda mais nesses tempos de pandemia”

No encontro, Jéssica Santos e Daniela Pantoja, do Café Regional, e Gisele Alexandre, do Manda Notícias, falaram sobre os desafios que enfrentam, por exemplo, em relação às fake news. “A importância que as pessoas passaram a dar ao rádio cresceu muito nesse período. Tomamos muito cuidado com o que é dito. No caso da pandemia da Covid, reforçamos que é preciso lavar muito bem as mãos, usar álcool, máscara e se aquietar em casa”, brincam Jéssica e Daniela. “Nós trabalhamos com pautas sobre a nossa localidade, com as dúvidas que as pessoas vão nos trazendo”, conta Gisele. 

As jornalistas abordaram ainda a importância do aplicativo de mensagens WhatsApp — que facilitou o compartilhamento dos conteúdos — a maior participação de jovens nos processos e a falta de incentivos — do governo ou não. “Os movimentos precisam olhar para a comunicação de um modo estratégico, precisamos de mais profissionais ocupando esses espaços”, comentou a fundadora do Manda Notícias ao falar da forte atuação de ONGs no seu território e dos talentos que estão surgindo. 

Outro fator de destaque é a emoção que o trabalho junto às comunidades provoca. “A gente vai aprendendo muito, não só sobre a Covid, como também sobre outros temas. Fora as músicas, algumas lançadas exclusivamente aqui”, contou Jéssica, fazendo referência à sua atração. “Eu sou evangélica, mas senti uma conexão muito forte com a Romaria do Bem Viver”, comentou Daniela. sobre o dia que cobriu a atividade no PAE Lago Grande. “A gente vai rompendo com estereótipos, tirando essa ideia de que o Capão e a região do entorno é perigosa”, finaliza Gisele. 

[1] estagiário, com supervisão de Claudio Nogueira.

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