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19/03/2012Espírito Santo

Práticas agroecológicas no combate ao deserto verde

Os monocultivos de eucalipto e pinus ocupam 6 milhões e 500 mil hectares de terra no Brasil. Em reportagem da Agência Pulsar, agricultores falam sobre os problemas sociais e ambientais deixados por estes cultivos. E apontam uma saída verdadeiramente sustentável: a agroecologia.


A Agência Pulsar lançou uma reportagem em áudio sobre situações em que o monocultivo se impõe como prática “sustentável”.

Clique AQUI para acessar o material em áudio.

No Sapê do Norte (ES), o quilombola João Batista conta como a proposta agroecológica tem colaborado com a auto-estima dos agricultores da comunidade de Angelim. Socialmente justa e economicamente viável, ela agrega saberes populares e tradicionais das experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas, quilombolas e camponesas.

A máscara da “sustentabilidade”

Utilizando um discurso de sustentabilidade e responsabilidade social, empresários e integrantes do próprio governo vêm investindo nos monocultivos do eucalipto e do pinus. A Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, por meio de um projeto chamado Vale Florestar estimula e cultiva extensas áreas de eucalipto – prática que a empresa chama de “reflorestamento”.

A agricultora Maria Fátima mora no município de Otacílio Costa, em Santa Catarina. De acordo com ela, os monocultivos não podem ser considerados como florestas. O problema é que, depois de um tempo, o uso excessivo de agrotóxicos faz com que não cresçam outras plantas e a área de cultivo se transforma praticamente em um imenso “deserto verde”. Ela ainda lembra que a agroecologia é uma prática de cultivo de alimentos que dispensa a utilização de venenos e combate a concentração de terras

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