Não foi acidente

Quantas Marianas (MG) serão necessárias para que o Brasil reveja seu modelo de desenvolvimento? A partir dessa questão, a FASE, a Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) e o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração produziriam o vídeo “Não foi acidente”. Além de relembrar as irresponsabilidades da empresa, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, a produção destaca que o crime ambiental está relacionado a uma lógica que se repete pelo país, ameaçando a biodiversidade, a economia local e os modos de vida de populações em diversos territórios.

This was not an accident

How many Mariana disasters (a city in the Brazilian state of Minas Gerais) will be necessary for Brazil to review its development model? From this question, FASE, along with the Brazilian Environmental Justice Network (RBJA) and the National Committee for Land Resistance against Mining produced the video “It wasn’t an accident”. Besides recalling all the irresponsibility of the company, which is managed by Vale and BHP Billiton, the production highlights that such environmental crime is related to a logic that repeats itself throughout the country, thus threatening biodiversity, the local economy and the peoples’ ways of life in many territories.

No fue accidente

¿Cuántas Marianas (ciudad del estado brasileño de Minas Gerais) serán necesarias para que Brasil revise su modelo de desarrollo? Ante esta cuestión, la FASE, la Red Brasileña de Justicia Ambiental (RBJA) y el Comité Nacional en Defensa de los Territorios frente a la Minería produjeron el video “No fue accidente”. Más allá de recordar a las irresponsabilidades de la compañía, que es controlada por Vale y por BHP Billiton, la producción destaca que el crimen ambiental se relaciona a una lógica que se repite por el país, así amenazando a la biodiversidad, la economía local y los modos de vida de poblaciones en varios territorios.

Nota: Um mês do crime-tragédia de Brumadinho

No dia 25 de janeiro de 2019 voltamos a viver uma grande tragédia causada pela mineração. Passado um mês do rompimento da Barragem I, no Complexo do Córrego do Feijão, da empresa Vale S.A., é seguro dizer que ao menos 310 pessoas morreram em decorrência de mais um crime da mineradora. Em nota, a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale – da qual a FASE é parte – exige uma série de medidas para que esse tipo de crime-tragédia não volte a acontecer, entre elas a não operação da Vale em Minas Gerais até que ocorra a reparação social e ambiental tanto em Brumadinho, quanto na bacia do Rio Doce; a renúncia imediata de toda a diretoria e conselho de administração da Vale S.A e mudanças concretas na estrutura de governança da empresa; a revisão imediata da Lei Estadual no 21.972, que flexibilizou o licenciamento ambiental em MG; a paralisação imediata das obras de construção da Barragem Maravilhas III – localizada nos municípios de Itabirito, Rio Acima e Nova Lima- e de alteamento da Barragem de Itabiruçu – localizada em Itabira.

CARTA POLÍTICA DA CARAVANA TERRITORIAL DA BACIA DO RIO DOCE

Movidos pelo sentimento de justiça, indignação, luta, resistência e vontade de transformar o modelo de sociedade e de desenvolvimento de nosso país, pessoas de dezenas de organizações decidiram construir a Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce logo após o desastre-crime ocorrido com o rompimento da barragem de Fundão no dia 05 de novembro de 2015, envolvendo as empresas mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton. A Caravana é um instrumento político-pedagógico construído pelo movimento agroecológico no Brasil, junto com diversas entidades, redes e movimentos sociais. Esta Caravana teve a finalidade de produzir leituras compartilhadas sobre a tragédia-crime, analisar seus impactos, mobilizar ações de denúncias e reivindicações, e apontar saídas de desenvolvimento territorial mais justas e sustentáveis na região.