Pronunciamento da FASE diante da Conferência Internacional para a Eliminação dos Combustíveis Fósseis (Santa Marta, 24–29 de abril de 2026)

Chegamos a Santa Marta em um momento de encruzilhada. A economia de guerra recoloca o petróleo no centro das disputas geopolíticas, enquanto retrocessos diplomáticos e…

FASE ES: Protocolo de Consulta é lançado na comunidade quilombola de Córrego do Alexandre e fortalece defesa do território

No dia 22 de março, a FASE Espírito Santos (ES) participou de uma atividade na Comunidade Quilombola de Córrego do Alexandre, no território do Sapê…

Protocolo de Consulta Prévia, Livre, Informada, de Consentimento e Veto da Comunidade Quilombola de Córrego do Alexandre Sapê do Norte, Conceição da Barra e Espírito Santo

O material é um Protocolo de Consulta Prévia, Livre, Informada, de Consentimento e Veto da Comunidade Quilombola de Córrego do Alexandre Sapê do Norte, Conceição da Barra e Espírito Santo, define que toda e qualquer iniciativa deve respeitar os tempos, formas de organização e processos decisórios da comunidade, garantindo acesso pleno à informação, participação ampla e ausência de qualquer tipo de pressão ou coerção. Estabelece, ainda, que a decisão coletiva da comunidade, incluindo o direito ao consentimento ou ao veto, deve ser integralmente respeitada. O protocolo é resultado de processos participativos, envolvendo diferentes gerações e saberes.

O documento está fundamentado na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura aos povos e comunidades tradicionais o direito à consulta prévia, livre e informada sobre medidas administrativas ou legislativas que possam afetá-los. É um material usado como caminho para organizar as próprias regras, fortalecer a identidade coletiva e a garantia do respeito aos modos de vida locais. Ele funciona como uma referência para proteger os territórios diante de pressões externas, como projetos econômicos e intervenções que ameaçam a população.
A FASE ES foi convidada pela Comissão Quilombola do Sapê do Norte em 2023 para ajudar na elaboração dos protocolos de consulta livre, prévia e informada das comunidades, e Córrego do Alexandre e foi a primeira escolhida pela Comissão. Entre oficinas, assembleias e reuniões, foram muitas as trocas, escutas e aprendizagens que deram forma a esta cartilha.

FASE MT apoia imersão de agroecologia e política para jovens rurais: três dias no Pantanal

A FASE Mato Grosso apoiou a realização de uma imersão formativa promovida pelo coletivo Muxirum Jovem, reunindo jovens do campo e da cidade da região…

Seminário em Mutuípe (BA) promove diálogo e estratégias coletivas para o enfrentamento da crise climática

Nos dias 25 e 26 de março de 2026, o município de Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, sediou um importante encontro voltado à reflexão e…

SAIU NA MÍDIA: Estudo da FASE e Fundação Rosa Luxemburgo é destaque na coluna de Míriam Leitão, no O Globo

O estudo “Assentamentos sob pressão: Análise sobre o avanço da fronteira mineral, energética e de infraestrutura sobre a reforma agrária”, realizado pela FASE em parceria…

Resumo – Assentamentos sob pressão: Análise sobre o avanço da fronteira mineral, energética e de infraestrutura sobre a reforma agrária

No marco do Abril Vermelho, mês de mobilização em defesa da reforma agrária, a Fundação Rosa Luxemburgo e a FASE divulgam um novo estudo que analisa a pressão de atividades minerárias, energéticas e de infraestrutura sobre assentamentos no Brasil. A publicação integra o estudo “Assentamentos sob pressão: Análise sobre o avanço da fronteira mineral, energética e de infraestrutura sobre a reforma agrária”, que será lançado na íntegra no mês de Maio. O material foi coordenado pela Coalizão Terra é para Plantar e Proteger, composta pelas seguintes organizações: Amazon Watch, Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA, Associação Regional de Produtores Agroecológicos – ARPA, Comitê em Defesa dos Territórios frente a Mineração – CDTM, Centro de Tecnologia Alternativa do Vale do Guaporé (MT) – CTA, Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares- CONTAG, cosmopoliticas, Federação das Associações de Moradores do Projeto de Assentamento Agroextrativista da Gleba Lago Grande – FEAGLE, FASE, Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM, Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra – MST, Movimento Xingu Vivo para Sempre, Núcleo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (UFJF, UFRJ, UFF, UFV, UEG), Observatório de Conflitos da Mineração, Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA.

Rio Tejipió: comunidades do Recife mobilizam ação socioambiental contra impactos das mudanças climáticas

Comunidades da Zona Oeste do Recife, em Pernambuco, realizam intervenção urbana de sensibilização socioambiental, levando mensagens diretas às ruas sobre cuidado com a natureza e defesa do Rio Tejipió

Curso de Apicultura fortalece produção sustentável em comunidade de Ubaíra, na Bahia

A comunidade do Boqueirão da Boaventura, localizada no município de Ubaíra na Bahia, foi palco da realização do Curso de Apicultura, a atividade foi promovida…

Relatório Técnico Irregularidades, Crimes, Desastres e Problemas Socioambientais provocados pela empresa IMERYS no Pará – Brasil

O estudo foi realizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Sociedade, Território e Resistência na Amazônia – GESTERRA, do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas – ICSA, da Universidade Federal do Pará – UFPA, com o apoio da FASE Amazônia, que também coordenou o projeto. O material reúne dados sobre a atuação da empresa Imerys no Pará. Os objetivos do relatório e pesquisa são as operações, impactos, crimes e desastres gerados pela empresa Imerys, especificamente através das suas operações em território paraense, na Amazônia brasileira, vinculada à cadeia produtiva da exploração, beneficiamento e comercialização de Caulim.

Recomendações para defesa das águas como direito e bem comum

A publicação “Recomendações para defesa das águas como direito e bem comum”, da FASE, propõe uma leitura crítica da crise hídrica no Brasil, compreendendo-a não apenas como um fenômeno climático, mas como expressão de profundas desigualdades sociais, políticas e ambientais. Em um país marcado pela abundância de água, o material evidencia como a escassez, a contaminação e os conflitos pelo acesso têm sido agravados por um modelo de desenvolvimento que concentra o uso da água, favorece grandes setores econômicos e aprofunda a injustiça hídrica.

Organizada a partir de reflexões, análises e experiências territoriais, a publicação apresenta os principais fatores estruturais da crise, questiona falsas soluções, como a responsabilização individual e a privatização dos serviços, e denuncia a captura da água por interesses privados. Ao mesmo tempo, destaca práticas e alternativas construídas por comunidades, movimentos sociais e organizações que reafirmam a água como bem comum, essencial à vida e à garantia de direitos.

O material também percorre diferentes territórios e biomas brasileiros, evidenciando como a crise se manifesta de forma desigual e impacta diretamente dimensões como saúde, alimentação, energia, cidade, clima, gênero e raça. Ao final, reúne recomendações e caminhos para fortalecer a gestão democrática das águas, a justiça socioambiental e a defesa dos territórios.

Mais do que um diagnóstico, a publicação é um convite ao engajamento coletivo na luta pelo reconhecimento e proteção da água como direito fundamental.

Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios – Compromissos da FASE com Territórios e Maretórios de Justiça Climática

No dia de abertura da COP30 e na semana da Cúpula dos Povos, a FASE torna público o posicionamento político em defesa de uma agenda de justiça climática construída desde os territórios, de onde vêm as verdadeiras soluções para enfrentar a crise climática.

A carta “Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios – Compromissos da FASE com Territórios e Maretórios de Justiça Climática” reafirma os sujeitos coletivos essenciais na construção de caminhos que garantam direitos, democracia e justiça ambiental. Nossa agenda política para a justiça climática reforça compromissos que orientam a atuação da FASE no Brasil e no mundo:

Transição justa, popular e inclusiva
Adaptação climática construída a partir das comunidades
Financiamento climático justo e não mercantilizado, como instrumento de cooperação e reparação integral.

É preciso romper com as desigualdades ambientais, econômicas e sociais que atingem sobretudo os povos do Sul Global. Ao lado de movimentos, povos, comunidades, territórios, articulações, redes, coletivos e organizações, afirmamos: não há justiça climática sem justiça social – e ela nasce onde a vida pulsa, nos territórios.A crise climática não será resolvida com falsas soluções.

A campanha “Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios”, realizada pela FASE no contexto da COP30 e da Cúpula dos Povos, reafirma que as soluções já existem: vêm das práticas populares, saberes tradicionais e resistência coletiva na cidade, no campo, na floresta e nas águas.

Não há justiça climática sem soberania dos povos.

A COP dos Lobbies – Como empresas e interesses privados capturam as negociações climáticas na COP30

O observatório De Olho nos Ruralistas e a FASE – Solidariedade e Educação lançam o relatório “A COP dos Lobbies”, no dia 10 de novembro, primeiro dia de COP30. O estudo mapeia a influência crescente de grandes corporações brasileiras e de multinacionais nas negociações e nos espaços de deliberação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começa hoje em Belém (PA). A lista de empresas analisadas inclui as mineradoras Vale e Hydro, o frigorífico MBRF (Marfrig e BRF), a sucroalcooleira Cosan, a gigante do papel e celulose Suzano, a fabricante de agrotóxicos e sementes transgênicas Bayer e os bancos Itaú e BTG Pactual.

Fundo SAAP: 40 anos fortalecendo vozes coletivas

Há quatro décadas, o Fundo SAAP vem apoiando pequenas organizações, coletivos e grupos que lutam por justiça social e fortalecimento comunitário.

Celebramos os 40 anos de sua atuação com a mesma missão: fortalecer vozes, inspirar mudanças e construir caminhos coletivos.

Avanços e retrocessos na destinação de terras para a Reforma Agrária no Oeste do Pará (Nº 02)

A poucas semanas da COP30, em um momento em que a Amazônia ganha ainda mais destaque nas discussões da agenda climática, a FASE Amazônia lança o segundo relatório “Avanços e retrocessos na destinação de terras para a Reforma Agrária no Oeste do Pará”. Com dados, análises e relatos de agricultores e agricultoras familiares, o documento aborda a importância da redistribuição de terras para preservar a biodiversidade e manter o equilíbrio do clima, destacando assim o papel das políticas de reforma agrária para a promoção de Justiça Ambiental e Climática, especialmente no contexto da COP30.

Este material faz parte da campanha “Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios”, realizada pela FASE no contexto da COP30 e da Cúpula dos Povos, que reafirma que as soluções já existem: vêm das práticas populares, saberes tradicionais e resistência coletiva na cidade, no campo, na floresta e nas águas.

Reforma agrária é justiça climática!

TFFF: a sigla que é a aposta climática do Brasil para o mundo

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre é uma proposta brasileira para um novo modelo de financiamento climático. No artigo, Pedro Martins, educador da FASE Amazônia, analisa como esse novo modelo de financiamento pode aparentemente beneficiar países do Sul Global e como o Brasil pretende apresentar o fundo na COP30, além dos desafios de garantir transparência, participação social e preservação das florestas tropicais.

Este material faz parte da campanha “Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios”, realizada pela FASE no contexto da COP30 e da Cúpula dos Povos, que reafirma que as soluções já existem: vêm das práticas populares, saberes tradicionais e resistência coletiva na cidade, no campo, na floresta e nas águas.

Não há justiça climática sem soberania dos povos.

Cartilha Cúpula dos Povos e Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios

A cartilha realizada pela FASE Amazônia em parceria com a Cúpula dos Povos Rumo à COP30 traz uma sistematização sobre o funcionamento das COPs, os temas centrais em disputa na COP30, as metas assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e suas contradições, bem como o papel estratégico da sociedade civil organizada. O material também apresenta a proposta política da Cúpula dos Povos, seus eixos temáticos e a centralidade dos territórios como lugar de construção de soluções reais para a justiça climática. Este material faz parte da campanha “Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios”, realizada pela FASE no contexto da COP30 e da Cúpula dos Povos, que reafirma que as soluções já existem: vêm das práticas populares, saberes tradicionais e resistência coletiva na cidade, no campo, na floresta e nas águas.

Cúpula dos Povos Nordeste na COP30 | Carta Política dos Povos e Populações

A voz dos povos e populações do Nordeste ecoa na luta por justiça climática! Conheça a “Carta Política dos povos e populações do Nordeste na COP 30”, um manifesto que reúne as propostas dos movimentos sociais para enfrentar a crise ambiental com respeito aos territórios, às pessoas, à natureza e ao bem viver.

FASE ES lança carta de denúncia aos desertos verdes da Suzano

A FASE Espírito Santo denuncia, em carta pública, os graves impactos socioambientais causados pela Suzano Celulose no Norte do estado. A expansão dos monocultivos de eucalipto tem destruído nascentes, expulsado comunidades tradicionais e criminalizado lideranças quilombolas, indígenas, camponesas e pescadoras/es artesanais.
A carta evidencia como o latifúndio da celulose, amparado por governos e isenções ambientais, intensifica conflitos históricos por terra e água, deixando um rastro de violência e desigualdade. Mesmo diante da repressão, as retomadas quilombolas seguem firmes como alternativa de vida, dignidade e recuperação ambiental.
É urgente dizer basta aos desertos verdes, aos despejos forçados e à criminalização de quem resiste! Por justiça ambiental, reforma agrária popular e titulação dos territórios quilombolas do Sapê do Norte!

NOTA DE APOIO À OCUPAÇÃO VILA ESPERANÇA (ESPÍRITO SANTO)

A FASE Espírito Santo vem a público repudiar a ameaça de despejo de 3,6 mil pessoas da comunidade de Vila Esperança, em Vila Velha, Espírito Santo. Neste contexto, alertamos a sociedade capixaba para o violento processo de gentrificação e de sistemáticas violações em áreas de interesse ambiental promovidas em Vila Velha para garantir o avanço do setor imobiliário voltado para média e alta classe.