“Zero emissões líquidas não é zero!” é destaque em site internacional

A coordenadora do NuPA, Maureen Santos, defende que a simples compensação das emissões carbono não é suficiente para limitar o aumento do aquecimento global

‘Net zero’: o disfarce da vez para a inação na mitigação da crise climática

A COP-28 precisou de um dia a mais em Dubai para chegar ao fim, sem conseguir estabelecer compromissos objetivos ou fontes de financiamento para que o mundo deixe de usar combustíveis fósseis

Manifesto Internacional pelo Yasuní

Em 20 de agosto, quase 60% dos cidadãos equatorianos disseram um sonoro sim em uma consulta popular nacional para manter o petróleo no subsolo do Bloco 43 do Parque Nacional Yasuní. Mais do que um plebiscito, foi uma celebração por um novo horizonte de vida para o Equador e para o mundo no presente e no futuro. Essa decisão é um ato de realismo poético, é simbólico-psicomágico e absolutamente necessária para sustentar a vida no planeta.
A Consulta realizada, 10 anos após o pedido original de realização do plebiscito, alcançou o apoio legalmente exigido, e mostra o triunfo de uma cidadania com capacidade de lutar por seus direitos e bem-estar diante da oposição de governos passados. Essa reafirmação do sim à vida é mais um passo em um processo de justiça restaurativa para toda a Amazônia ferida e com seus povos.
Apesar do tempo que deveria ter decorrido desde a realização do referendo, apesar de uma agressiva e bem financiada campanha de medo contra esta iniciativa, os equatorianos votaram sim à mudança com a firme confiança de que outro mundo é possível. Esta é uma grande lição sobre os significados da democracia, da política e da participação que colocam o cuidado da vida no centro da luta pela superação de múltiplas crises. Ativistas de todo o mundo reconhecem que o Equador é hoje uma referência para forjar uma cidadania que olha para o futuro, de uma forma nova e visionária

A Conferência da Água das Nações Unidas: uma avaliação

Depois de mais de quatro décadas, foi realizada entre 22 e 24 de março a Conferência Mundial da ONU, que teve como objetivo principal avaliar os avanços no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6: acesso universal à água e ao saneamento.

Guerra na Ucrânia, Rússia, OTAN e a refundação da ordem mundial

Jorge Eduardo S. Durão* Não podemos abordar a questão da invasão da Ucrânia pela Rússia sem expressarmos inicialmente o mais contundente repúdio ao recurso à…

O Chile Precisa das Pernas de Letelier

Em artigo, o sociólogo Marcelo Zero analisa as eleições no Chile e o que está em jogo com eleição de Gabriel Boric ou José Antônio Kast

A insustentabilidade da agropecuária brasileira e os incentivos contra o meio ambiente e os direitos humanos

Carolina Alves, Letícia Tura e Maureen Santos¹ No Brasil há 215 milhões de cabeças de gado, é o segundo maior rebanho bovino do mundo e ultrapassa o total…

À espera do trem do desenvolvimento

Em artigo, Diana Aguiar e Karina Kato analisam as consequências na vida das comunidades cortadas pelo Corredor de Nacala, dois anos após sua inauguração

Rumo a COP 25 – Negociações preparatórias em Bonn

Camila Moreno, do Grupo Carta de Belém, comenta questões centrais que devem estar na agenda da COP 25, que acontecerá de 2 a 14 de dezembro, no Chile

Conferência Triangular dos Povos Moçambique-Brasil-Japão inspira caminhos a seguir

Organizações e movimentos sociais do Brasil, Moçambique e Japão saíram em defesa dos Cerrados e Savanas e disseram basta para a celebração de uma visão colonial sobre essas regiões

O tratado internacional dos povos para o controle das empresas transnacionais

Diana Aguiar, da FASE, apresenta a publicação lançada pelo Observatório de las Multinacionales en América Latina (OMAL), uma análise da sociologia jurídica de Juan Hernandez Zubizarreta

Cooperação sul-sul dos Povos do Brasil e de Moçambique: memórias da resistência ao ProSavana

A FASE lançou uma publicação que oferece subsídios para o debate sobre o ProSavana, refletindo sobre a necessidade de pensar como programas de “desenvolvimento” podem ser atravessados por uma visão autoritária de “progresso”

O rastro de destruição deixado por transnacionais na América Latina

O que a luta por justiça na Amazônia equatoriana tem a ver com os movimentos por justiça ambiental e por direitos humanos no Brasil? Em artigo, Diana Aguiar, da FASE, responde a essa questão apontando para a impunidade de empresas em todo continente

Um Brics para os povos

Fátima Mello, da FASE, destaca demandas da sociedade civil frente à VI Cúpula dos Brics

Defender a Bolívia é defender a democracia

Por meio deste pequeno artigo, a Fase toma sua posição de solidariedade ao governo de Evo Morales

América Latina, Caribe e UE: Coesão Social ?

No âmbito da preparação do encontro de cúpula de chefes de Estado da América Latina e Caribe e da União Européia previsto para 2008 em Lima, realizou-se em Santiago do Chile, o Foro Sobre Cohesión Social Unión Europea, América Latina e Caribe. Cunca Bocayuva observa o discurso técnico e uma abordagem política da nova retórica que acompanha a implantação da dinâmica da economia global

Rumo à Cupula Social para a Integração dos povos

Reunião preparatória para a Cúpula Social para a Integração dos Povos confirmou a idéia de que esta se constituirá em um momento chave de balanço e síntese dos avanços do movimento continental em relação às lutas de resistência contra o livre comércio e à construção de visões e propostas alternativas de integração regional. A Cúpula Social acontecerá em dezembro, em Santa Cruz de la Sierra, em dezembro, paralelamente à reunião de presidentes da Comunidade Sul-Americana de Nações

Direito ao desenvolvimento e integração regional

Para Cunca Bocayúva, o tema do direito ao desenvolvimento se projeta no debate nacional através de eventos como os fóruns e as redes sociais internacionais que buscam encontrar outras vias para a globalização dos direitos, na contramão de processos como os que ocorrem nas reuniões de cúpula dos países ricos e das instituições multilaterais como a OMC e o par BIRD-FMI

América Latina hoje: a (des)construção necessária

A nacionalização das reservas e a ocupação das empresas que exploram os hidrocarbonetos na Bolívia geraram reações que beiram o ridículo no Brasil. As presunções de poder empresariais e de previsibilidade estratégica que se pede ao país não medem a densidade do problema geopolítico que atravessa a questão energética

Carta dos governadores pela Amazônia

Sabedores da importância estratégica da Amazônia para o desenvolvimento
nacional, os Governadores dos nove estados da Amazônia Legal reafirmam seu
compromisso e seu espírito de cooperação em favor de políticas orientadas à conservação
e ao desenvolvimento sustentável da Região.
Nesse novo quadro político resultante das eleições de outubro de 2022,
expressamos a disposição em construir uma relação profícua e eficaz com o Governo
Federal, baseada no respeito democrático, na observância da Constituição e do diálogo
com os poderes constituídos nas esferas estadual e federal.
A urgência colocada pela emergência climática exige, igualmente, urgência na busca
de soluções. Esse imperativo requer um diálogo com a comunidade internacional, com
vistas a estruturar parcerias mais eficazes, bem como a observância dos princípios e o
cumprimento dos compromissos assumidos na Convenção-Quadro das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima e nos Acordos de Paris