CARTA COMPROMISSO ÀS CANDIDATAS E AOS CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2024

A REDE DE VIGILÂNCIA POPULAR EM SANEAMENTO E SAÚDE
foi criada em 2022 a partir
da convergência de diferentes
organizações da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos, entidades
acadêmicas, partidárias e apartidárias comprometidas com a justiça
social e ambiental. Fazendo frente à tendência de mercantilização dos serviços de água e saneamento, que se consolida com a concessão dos serviços de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto no estado do Rio de Janeiro, em 2021, a REDE manifesta suas preocupações e apresenta uma agenda de propostas e compromissos em defesa da água como Direito Humano e Bem Comum, com o objetivo de requerer que candidatas e candidatos aos cargos de
vereador/a e prefeito/a no pleito municipal de 2024 assumam a pauta em seus programas de campanha e planos de ações.

Agroecologia nas eleições e a transformação social através do VOTO!

Em nossas ações de educação popular junto a agricultores e agricultoras familiares nos territórios do Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá, na Bahia, para além do período eleitoral, sempre os provocamos a uma reflexão do porquê a agricultura familiar ser maioria numérica nos municípios e ter pouca expressão política nos legislativos e executivos municipais.

Ao analisar os diversos aspectos a partir da escuta dessas lideranças observamos os clichês de sempre sobre antipolítica, a informação deturpada do fazer política social versus política partidária e a influência do poder econômico no sucesso de candidaturas sem compromissos com os anseios da população, independente de classe social e ideologia.

Meu voto, minha vida! Como a eleição pode impactar nossa realidade

Apesar do Brasil ser tão rico, somos o 14º mais desigual de todo planeta, perdendo para os outros 179 países. A riqueza da nossa nação pertence a todos nós, os brasileiros e brasileiras, afinal ela é produzida pelo uso das nossas terras, pela venda de nosso petróleo, do gás, dos minérios, pelos impostos que pagamos e, principalmente pelo trabalho duro e diário de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
Saber escolher aqueles e aquelas que de faro estão nessa luta com a gente. Eleger mulheres das periferias, trabalhadoras, lideranças de comunidades, de sindicatos de trabalhadores e rurais, negras, quilombolas, ribeirinhas. Pesquise sobre a história do candidato ou candidata, o que tem feito na vida.

Defenda nas urnas os direitos dos povos para alimentação saudável e proteção da natureza

O país está em chamas.  É uma situação de extrema gravidade. Já se anuncia Estado de Emergência Climática. O azul do céu deu lugar ao cinza, as fuligens no lugar das chuvas, e há correria para os hospitais e unidades de saúde com o aumento das doenças respiratórias.
Neste contexto há que afirmar que o agro não é pop e nem tech.  É somente negócio.
A FASE faz um chamamento para que as candidaturas ao executivo e legislativo pautem sua agenda na defesa dos direitos dos povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, agricultores (as) familiares.

Cenário eleitoral e atuação da FASE no Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro se consolidou a candidatura de Eduardo Paes (PSD) com o apoio de um amplo arco de partidos, inclusive do próprio presidente Lula e seu partido, para enfrentar o candidato apoiado por Bolsonaro e seus aliados. Na Baixada Fluminense e demais municípios da Região Metropolitana, o cenário é desolador para a perspectiva dos direitos, em especial para os Direitos Humanos.

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2024 E A URGÊNCIA DO DEBATE DA RETOMADA: PARA QUE, PARA QUEM E COMO?

Nos últimos anos a FASE tem contribuído para o debate nacional sobre a retomada do país. Se essa era uma pauta política das organizações da…

Amazônia Agroecológica: Biodiversidade, Floresta e Segurança Alimentar e Nutricional

A revista Amazônia Agroecológica: Biodiversidade, Floresta e Segurança Alimentar e Nutricional, realizada pela FASE em parceria com o Fundo Dema e com apoio do Fundo Amazônia, reúne reflexões e resultados do projeto Amazônia Agroecológica, desenvolvido desde 2019 para fortalecer práticas agroecológicas na região amazônica. A publicação destaca o trabalho com agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas nos estados do Pará e Mato Grosso, promovendo a produção sustentável de alimentos, a preservação ambiental e a segurança alimentar. Além disso, evidencia conquistas importantes, como o fortalecimento da autonomia das mulheres, a ampliação de iniciativas produtivas e a resistência frente a desafios como mudanças climáticas e desigualdades sociais, reafirmando a agroecologia como alternativa ao modelo predatório do agronegócio. A revista está estruturada em três eixos principais: Agroecologia, Direitos Territoriais e Justiça Climática; Segurança Alimentar e Nutricional; e Fundos Comunitários e Democratização do Financiamento Climático, organizando os debates e experiências apresentados.

Amazônia Agroecológica – resultados

Em 2019, a FASE e o Fundo Dema iniciaram o projeto Amazônia Agroecológica, com apoio do Fundo Amazônia. O objetivo principal foi fortalecer grupos de produtores familiares que fazem produzem pela com a Agroecologia em duas grandes regiões do bioma: nos territórios da Baixada Cuiabana e no Sudoeste de Mato Grosso–MT; e no Baixo Amazonas, no Pará, áreas que enfrentam diversos desafios socioambientais pelo avanço do agronegócio e da mineração.

Ao priorizar comunidades tradicionais, povos quilombolas, assentamentos agroextrativistas, comunidades ribeirinhas e povos da floresta, a FASE atuou apoiada na compreensão das características específicas de cada território, respeitando as visões sobre a agroecologia, a diversidade cultural e de organização comunitária. Essa é uma premissa da atuação da FASE.

O projeto demonstrou ser crucial para que as comunidades possam continuar resistindo, protegendo a floresta e garantindo a sua existência. Vejam nas falas de alguns dos participantes os resultados alcançados.

Carta de recomendações. “Compras públicas para a alimentação escolar entre povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais: por onde avançar?”

Este documento foi elaborado no âmbito do encontro com mesmo nome, realizado em Brasília nos dias 27 e 28 de maio de 2024. Estiveram presentes 86 pessoas, em sua maioria mulheres, agricultoras e agricultores, extrativistas, representantes de povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais que produzem e fornecem alimentos saudáveis e adequados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Também participaram do evento representantes de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, técnicos de Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecanes), nutricionistas atuantes na alimentação escolar, gestores estaduais e municipais, e membros governamentais do Comitê Gestor do PNAE

Participação social no G20

O Brasil é o país sede do G20 e a FASE promoveu uma discussão ao vivo sobre os temas mais importantes e as perspectivas para o futuro.
Convidamos para a live com mediação de Maureen Santos, coordenadora do Núcleo de Políticas e Alternativas (NuPA) da FASE e os convidados: Henrique frota, Diretor Executivo da ABONG e Ana Garcia, pesquisadora do Brics Policy Center.
Não perca essa oportunidade de se informar e participar ativamente de todos os assuntos relacionados a esse grande evento global com sede no Brasil.

CARTA POLÍTICA – Seminário Mulheres em Luta contra o Racismo Ambiental e por Justiça Climática

Carta política proveniente do Seminário Nacional “Mulheres em Luta contra o Racismo Ambiental e por Justiça Climática”,organizado pelo Grupo de Trabalho Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, assinada pela FASE

O texto redigido por mulheres negras, indígenas, quilombolas, de terreiro, agroextrativistas, ribeirinhas, agricultoras urbanas, agricultoras familiares e camponesas, juntamente com técnicas e educadoras de organizações de apoio à promoção da agroecologia trazem um panorama da valorização da soberania alimentar e contra o racismo.

Colocando em evidência oito pontos importantes para a qualidade da vida das mulheres, elas manifestam desde as ameaça aos modos de vidas tradicionais camponeses até mesmo a negação às mulheres da condição do acesso à política públicas como educação, saúde e cultura.

Os Ladrões e Poluidores das Águas

No Dia Mundial da Água temos muito a lutar para que a água seja protegida como bem comum. No Brasil, 35 milhões de pessoas não têm acesso a esse Direito Humano.

Saiba quem são “Os Ladrões e Poluidores da Água” no vídeo feito pela FASE com apoio da Fundação Tinker.

(SOBRE)VIVÊNCIAS: mulheres sujeitadas pela violência, mulheres sujeitas da resistência

A violência contra as mulheres, (ou pior!), as múltiplas e interconectadas violências contra as mulheres estão postas como um elemento inquestionável da nossa realidade, operando em todas as escalas e ambientes. A nível de país, de continente, de mundo, numa comunidade rural ou na megalópole, dentro de casa, no ônibus, na rua, no ambiente de trabalho, na escola, na universidade, na política, nos hospitais, nos tribunais, nos relacionamentos: não há um único lugar, a não ser nos nossos corações e na letra de algumas legislações, onde esteja assegurado que meninas e mulheres possam gozar de uma vida livre de violência.

O agravamento de práticas agrícolas com uso de agrotóxicos e o enfrentamento na Região do Baixo Amazonas

A Região Metropolitana de Santarém localizada na região Oeste do Pará, que compreende os municípios de Santarém, Belterra e Mojui dos campos é composta por uma diversidade de comunidades e povos tradicionais – agricultores (as) familiares, agroextrativistas, quilombolas e povos indígenas –  caracterizados historicamente, entre outros fatores numa forte relação com o território e pela intensa utilização dos recursos naturais (uso da floresta, capoeiras, caça, pesca e a biodiversidade) que combinam o uso comum desses recursos e apresentam uma estreita interface com o ambiente local. Sujeitos que tratam a terra como bem comum e não como objeto de troca em caráter mercantil

Edital para contratação de Comunicador Popular

A FASE – Solidariedade e Educação abre edital para contratação de Comunicador Popular em sua sede no Rio de Janeiro. O trabalho será no escopo do projeto “Água para quê e para quem? Protegendo a água como um direito humano e um recurso comum no Brasil”.

Para esta função, a/o candidata/o deve ter formação em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, e experiência comprovada.

Leia o edital e saiba mais sobre a vaga.

Dossiê ÓAÊ 2023/2024

Carolina Maria de Jesus, no livro ‘Quarto de Despejo – Memórias de uma Favelada’ (1960), nos dizia que “o maior espetáculo do pobre na atualidade é comer”, o que é ainda muito atual em um país onde mais de 33 milhões de pessoas convivem com a fome.

A atualidade do pensamento de Carolina, em conjunto com os ensinamentos de Josué de Castro, nos relembra a todo tempo que a fome é uma questão política. Também nos faz pensar que as escolhas políticas em torno da concepção e da execução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional (SAN) e de combate à fome são também escolhas daqueles que comem, e que nem sempre estão evidamente atentos às iniquidades no acesso a estas políticas e às formas como o racismo estrutural e institucional opera, excluindo sobretudo as pessoas mais vulneráveis.

Leia mais no documento ÓAÊ – 2023 -2024 – Diversidade e desigualdade na alimentação escolar, do Observatório da Alimentação Escolar.

Comida de verdade nas escolas do campo e da cidade – Aprendizados de pesquisa e ação em nove terrritórios brasileiros

O Projeto Comida de Verdade nas Escolas do Campo e da Cidade foi desenvolvido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) juntamente com o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) e outras organizações parceiras. Trata-se de uma experiência de pesquisa-ação acerca da inserção dos produtos da agricultura familiar e agroecológicos na alimentação escolar brasileira por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Morre Avelino Ganzer, líder sindical e amigo da FASE

Junto aos trabalhadores rurais de Santarém, liderança teve papel destacado na construção da CUT e do Novo Sindicalismo rural